Textos e Homilias
Aqui estão reunidos alguns textos, homilias e reflexões sobre a sã doutrina Católica 

O pecado, o vício e sua diferença
Por Pe. Frei Marcelo Aquino, O. Carm 

Eis que se nos apresenta mais este espinhoso tema. O pecado, o vício e sua diferença.

Para início de conversa se faz necessário refletir sobre a problemática da falta de consciência a respeito do pecado. Muitos levados pela ausência de consciência do pecado fazem os problemas espirituais aumentarem sem controle, pois, a não busca de uma maior intimidade com Deus consequentemente, a luta contra o pecado na verdade não existe, pois, quanto mais se ama a Deus, mais se odeia o pecado e o não lutar contra o pecado, é, lutar contra Deus.

Os penitentes precisam tomar consciência de que não se pode agradar a Deus sem lutar contra o que nos separa dEle. A oração e o sacrifício são instrumentos salutares nesta empreitada, não devemos deixar nunca de combater as mazelas que nos tornam escravos do maligno e inimigos de Deus.

Lutar e lutar deve ser a regra de quem deseja alcançar o cume da espiritualidade cristã, pois todos que se decidem a seguir Nosso Senhor Jesus Cristo, se tornam soldados de Cristo, nossa batalha é árdua e precisa ser sempre incrementada com a seiva da oração e da penitência.

Viver para Cristo não é impossível, basta que, quem o deseja lute, não importa se você é um soldado que cai, o que implica é que não se entregue, resista, persista almeje ser um bom soldado, ser o líder dos soldados, aquele que ajuda os outros a levantarem e aplica uma injeção de ânimo, pois sozinhos somos fracos, mais juntos somos mais fortes que possamos imaginar.

Para muitos, não existe diferença tudo é a mesma coisa, mas na verdade não é bem assim, existem critérios a serem seguidos para que determinadas ações sejam pecados (e não considerada), pois nem tudo que reluz é ouro, como dizia o velho ditado.

O pecado cega o fiel, e impede que ele perceba que suas ações são maléficas para sua própria alma, ele se deixa enganar pelo canto da sereia, e ai afunda no abismo que o torna cada vez mais distantes de Deus e de sua graça, porém se faz necessário frisar que não é Deus que se afasta de nós, somos nós que automaticamente nos afastamos de Deus,

basta perceber que quando uma alma está em pecado mortal, imediatamente ela perde o apetite da oração, esse é o primeiro passo para se distanciar de Deus. Lembrem-se do comportamento de Adão e Eva, eles depois de cometer o pecado, quis se esconder de Deus, aqui podemos interpretar como distanciar de Deus, porque Deus é luz, e perto da luz minhas ações são tornadas públicas.

Muitas vezes os penitentes formam suas próprias concepções acerca do pecado, e na grande maioria das ocasiões eles erram ao chamar de pecado o que não é nas próximas linhas pretendo demonstrar com exemplos várias coisas que por muito são tidos como pecado.

Várias vezes, por exemplo, alguns ministros extraordinários da comunhão eucarística veio me perguntar se era pecado deixar o ministério, ela acreditava piamente que sim, e que aquele pecado deveria ser confessado, e na verdade não é bem assim. Primeiro que o ministro extraordinário, não é ministro ordenado, segundo porque ninguém é obrigado a fazer um serviço, ele deve ser fruto de doação, e nunca de obrigação. Também já recebi perguntas de pessoas que queriam saber se é pecado deixar de ser da renovação carismática, e novamente esclareci que não, se a pessoa não está gostando do movimento, quem pode obrigar a pessoa a continuar?

E assim, devem existir muitas pessoas por esse mundo a fora que acreditam que determinadas coisas é pecado, mas as mesmas pessoas desconhecem o que realmente é pecado, pois elas, por exemplo, passam um ano sem ir à missa dominical e depois desse tempo elas vão normalmente para a fila da comunhão e isso sim, é um pecado grave, na verdade nenhum fiel católico deveria ir à mesa da comunhão se tem muito tempo sem se confessar.

O pecado é um afastamento de Deus, quando o penitente está em pecado, sobretudo quando está em pecado mortal, ele precisa primeiro buscar o arrependimento sincero e depois a confissão, pois, sem essa ação ele não reatará a amizade com Deus mesmo que ele fique sem repetir o pecado e sem deixar de fazer suas orações.

Nem sempre o vício é um pecado, ele só é pecado quando se refere à matéria que aplaca a ira de Deus, por exemplo, se uma pessoa tem o vício de fumar ela não ofende a Deus, apenas está prejudicando sua saúde, mas se ao fumar a pessoa pensa, "irei fumar para contrair um câncer de estômago" neste caso essa pessoa sim está pecando, pois está desejando o mal para a sua vida.

Se, no entanto, o vício é relacionado à impureza, ai também há matéria grave para a confissão sacramental, pois o pecado da carne é o que mais leva as almas para o inferno, porém existem muitas pessoas que pensam que o pecado da carne é ter relações sexuais com outra pessoa com quem não é casado, mas é muito mais do que somente isso, o pecado contra a castidade é também o pecado solitário (masturbação), o acesso a conteúdo pornográfico também e as conversar imodéstia no mesmo caminho.

A diferença ente o pecado e o vício, é que o pecado, já separa imediatamente a alma de Deus, embora, não esteja ainda condenado, mas separa da amizade com Deus. O vício, no entanto pode ou não também ser pecado, isto vai depender da matéria do vício.

O penitente deve sempre procurar está longe dos extremos, pois da mesma forma que ele pode considerar tudo pecado, também pode considerar que o pecado não existe, e que, tudo está liberado.

A compreensão dos penitentes sobre o pecado dever ser de tal forma que ele entenda que, se privar do pecado não é se privar da sua liberdade, pois foi para ser livres que Nosso Senhor nos libertou das amarras do pecado, mas aqui poderia surgir um questionamento. Se Cristo nos libertou do pecado, para que precisamos lutar contra o pecado? Para melhor compreender essa querela se faz necessário empregar aqui um exemplo: Se um homem mora de aluguel e depois de muito tempo juntando dinheiro ele consegue comprar uma casa, isso significa que ele por ser proprietário da casa não precisa pagar luz, água, telefone, IPTU, taxa de lixo, taxa de esgoto e condomínio se for o caso? Não. Embora a casa seja dele, ele precisa arcar com todas essas despesas, assim, embora Nosso Senhor Jesus Cristo, tenha nos dado a salvação, isso não significa que nós não podemos perdê-la, pois o mesmo Senhor nos disse: "Quem, porém perseverar até o fim esse será salvo", ou seja, Nosso Senhor aqui nos diz que é preciso manter a salvação ganha, pois quem não perseverar pode perder a salvação

O Matrimônio e a Juventude

Por Pe. Frei Marcelo Aquino, O. Carm

O Sacramento do Matrimônio e suas consequências na vida do cristão católico. Deus na sua infinita misericórdia nos deixou os sinais visíveis da sua presença na nossa história, os sete sacramentos são uma prova clara e objetiva da presença de Deus na sua Única Igreja, assim seus filhos são alimentados e preparados para a vida eterna.

Atualmente a maldade da mídia e de um grupo de pessoas também, tem colocado na cabeça de muitas pessoas o ódio aos sacramentos, especialmente a três: Confissão, Eucaristia e Matrimônio. Em primeiro lugar se faz necessário clarear a mente de alguém que esteja lendo estas palavras e que por ventura não tenha a plena consciência do que sejam os santos sacramentos.

Os sacramentos são a presença de Deus na vida da Igreja, não são apenas sinais, mas a presença de Nosso Senhor Jesus Cristo em favor de seus seguidores, portanto, os sacramentos não são uma coisa a parte na vida eclesial, mas os pontos fundamentais da vida em Cristo Jesus.

Nosso Senhor Jesus Cristo elevou o matrimônio a dignidade de sacramento indissolúvel (que não se desfaz) e fiel à mensagem salvífica de Cristo, a Igreja assim o entende, por isso é à Igreja Católica, aquela que não admite a separação dos cônjuges, baseada na doutrina infalível de Cristo.

No entanto, a sociedade secularizada em que nos encontramos, tenta nos fazer rever a doutrina de Cristo, coisa que é inadmissível para o verdadeiro católico, pois na Igreja nós não procuramos fazer as nossas vontades, mas, a de Cristo Jesus, sendo assim não podemos pedir a adequação da sã Doutrina aos nossos gostos.

Mas num ato totalmente contraditório essa mesma sociedade secularizada que deseja ansiosamente que o papa institua o divórcio, deseja que pessoas que não são aptas para o sacramento do matrimônio o recebam, mas o pior não está aí, o pior está em querer colocar na cabeça dos jovens que casamento é uma coisa ultrapassada, e que, portanto, os jovens devem "aproveitar" a vida no sexo desenfreado e de preferência sem as bênçãos de Deus.

Mass para a desgraça da mídia manipuladora das mentes, cada dia que passa surgem mais jovens comprometidos com Cristo que desejam guardar a virgindade até o matrimônio, e se já viveram na vida esse "aproveitar" que a mídia ensina, voltam arrependidos e desejosos de começar uma vida nova em Cristo Jesus.

Em contrapartida aos ensinamentos do mundo moderno, cresce o número de jovens tanto rapazes, como moças que desejam viver um namoro santo, formar uma família cristã que dê gosto aos olhos de Deus, desejam criar seus filhos, sim seus filhos, pois os jovens que se decidem seguir a Cristo no matrimônio são abertos à vida, e mais uma vez eles dão uma bofetada na cara da mídia e do satanás que querem que eles não tenham filhos para poder "aproveitar" à vida.

É bem verdade que precisamos trabalhar muito em favor dos jovens, muitos deles estão ainda iludidos com as ideologias, e infelizmente grande parte dos jovens que participam de um grupo na Igreja chamado Pastoral da Juventude, que na verdade não é um grupo religioso, mas um grupo político e da pior política possível, aquela que é alimentada pelo comunismo que é condenado pela Igreja, estão na verdade como ovelhas que não têm pastor.

Precisamos rezar muito e trabalhar também, para Deus preserve nossos jovens do poder do mal, seja das bebidas desenfreadas (beber não é pecado), mas se embriagar é, rezar pelos jovens que muitas vezes entram na "luta" pelos seus "direitos", e por que eu coloco direito entre aspas? Porque esses direitos na maioria das vezes não são direitos, mas são deformações dos direitos. Seja pelos jovens que estão envolvidos em políticas comunistas e estão pensando que estão fazendo um bem.

É preciso ensinar aos jovens que se eles não compreendem que o sacramento do matrimônio é para ser vivido na Igreja, ele não tem razão de ser, marido, esposa e filhos devem viver nos átrios do Senhor, Que alegria quando ouvi que me disseram vamos à casa do Senhor. (Sl 121). Se os noivos não têm desejo de viver na casa de Deus e nem de educar seus filhos na Lei de Cristo e de sua Igreja, para que casar?

A juventude tem sede de Cristo, e grande parte já tomaram consciência de que Cristo não tira nada, Ele dá tudo, e isso vem acalentando os corações dos jovens que são chamados pelo Pastor do rebanho, seja para a vida matrimonial, como também para a

vida presbiteral, eles precisam da nossa oração para desempenhar com presteza o encargo que Deus lhes confiou.

É melhor que aconteçam poucos matrimônios, mas que sejam matrimônios de pessoas que sabem a natureza desse sacramento, e que estejam dispostos a guerrear com o mundo para defender os valores da família que é o patrimônio de Deus.

Jovens sejam corajosos, não deixem que essa sociedade perversa transforme sua natureza viril em meninos medrosos, eles é que devem ter medo de vocês, sejam templários, sejam soldados de Cristo Jesus e Maria Santíssima, Cristo lhes dará a medalha imperecível no céu!

O católico e a política

Por Pe. Fr. Marcelo Aquino, O.Carm.

A vida política é uma das formas de exercer a cidadania em defesa dos menos favorecidos. Há quem diga ser a maior forma de caridade, acredito que seja um pouco de exagero nesta posição, pois Nosso Senhor Jesus Cristo deu a maior forma de caridade sem, contudo ser político.

Mas refletindo sobre a vida política dos católicos e cristãos em geral, é sim um modo salutar de trabalhar pelo bem comum e preservando a essência da sociedade a família.

Hoje urge a necessidade de cristãos comprometidos com a política para poder salvar a sociedade desse mar de erros em que se encontra, sobretudo, pela corrupção e a defesa de costumes que tendem a destruir a família e também a inocência das crianças.

Faz tempo que venho refletindo sobre a necessidade de que haja católicos comprometidos com a decência e compromissados com a ética que precisa ser recolocada no âmbito de nossas ações, a luta para que o político seja correto e justos é árdua, mas não é impossível, da mesma forma que se faz necessário investir em professores de história cristãos para poder contar a verdadeira história para nossos jovens, e não aquela em que Che Guevara e Fidel Castro sejam os heróis da história, pois nós sabemos que não é verdade.

A necessidade de professores de história que conte a verdadeira história do comunismo no mundo inteiro, professores que façam os estudantes entenderem que em nenhum lugar do mundo o comunismo deu certo. Não estamos preocupados com professores de história católicos que vão bolar a "história" que querem para passar para nossos jovens, mas aqueles que vão contar a história sem deturpação, sem víeis ideológico.

A sociedade atual está passando por uma transformação e cresce a cada dia o número dos que querem a verdade norteando nossas ações, não somos um país de bandidos, a grande maioria dos brasileiros desejam que a justiça seja feita e quem cometeu crime seja penalizada com os rigores da lei.

É preciso alimentar o desejo de que tenhamos políticos que estejam lá para defender os nossos direitos, não políticos que se fizeram políticos para defender os direitos deles. Precisamos de políticos que entendam que a grande maioria da população não pode viver

com um mísero salário mínimo enquanto eles recebem 40 vezes mais fora as outras mordomias.

A solução para ajudar nosso país é a seguinte, ou fundamos um partido comprometido com a ética e direita individuais dos brasileiros, ou nos filiamos num partido que defenda os direitos dos brasileiros, preocupados sempre com o bem está da família e o futuro de nossos jovens e adolescentes além da segurança nacional, saúde e educação de qualidade.

Conheço vários católicos que exercem algum tipo de influência nas mídias que foram convidados para filiar-se em alguns partidos com a intenção de começarem essa luta já nas próximas eleições municipais de 2020, intensifiquemos nossa luta para que essas eleições possam oferecer nova gente comprometida com a verdade e o bem está de todos.

E a análise que fazemos é que foi essa geração de cidadãos inconformados com a política suja que trabalharam para que o Brasil possa ter um presidente comprometido com a ética, à decência e a liberdade.

Esperamos que esse movimento possa crescer cada dia mais para que possamos alcançar os frutos desejados para as próximas gerações e reescrever a história do nosso país, sempre colocando os interesses da família acima dos do Estado.

Precisamos redescobrir o valor do trabalho, para deixarmos um legado para as nossas crianças a respeito do que foi feito pelo nosso país e o que ainda pode ser feito.

E o que nós queremos não é nada impossível, com o povo trabalhador e ordeiro que temos, podemos reconstruir a nossa nação e trazer para os nossos filhos aquilo que nos privaram no passado.

Olhando o estrago que a má política levada a cabo pelo PT fez, podemos nortear nosso caminho, reconstruindo o Brasil e nossa história, busquemos entre os cidadãos de bem as pessoas que podem ser peças chaves na nova história do Brasil.

Conclamo os católicos e cristãos de modo geral a travarmos juntos esta luta em defesa do Brasil e dos brasileiros, unindo o Brasil e os brasileiros rompendo com as barreiras da falsa defesa das minorias e ensinado que o brasileiro precisa ser respeitado e protegido independente de sua cor, sexo, religião ou posição política, a justiça tem que ser uma para todos os brasileiros e jamais pode ser seletiva.


O caminho da cruz

Por Pe. Fr. Marcelo Aquino, O. Carm.

Existe uma compreensão errônea do seguimento de Jesus por parte de alguns de seus seguidores. Essa má interpretação, faz com que se empreguem normativas que não favorecem ao encontro pessoal com Jesus, que todos nós desejamos pelo impulso natural que segundo santo Agostinho, todos nós temos. O desejo do infinito.

Para poder compreender da melhor forma possível nossa missão nesta terra, se faz necessário entender que o caminho do cristão é um caminho de cruz. Compreendendo isso, tudo se tornará mais fácil no dia a dia do católico.

Nossa Igreja nasceu num contexto de Cruz, não foram fáceis, sobretudo os primeiros quatro séculos da Igreja, mesmo com a "abertura" para que a Igreja Católica fosse considerada a religião oficial do Estado, isso não foi tão fácil como parece, e assim como naqueles tempos, ainda hoje a Igreja é perseguida.

O caminho de cruz dos cristãos é assim porque seu fundador também percorreu um caminho de cruz e morreu numa delas. Ao fazer novamente o caminho da Cruz que cada católico deve aceitar na sua vida, aos poucos vamos curando as nossas feridas, na verdade é o Cristo quem cura nossas feridas.

Hoje chegamos à constatação de que o caminho de cruz se faz mais presente dentro da Igreja, e diferente do que muitos pensam, não é fora que se encontra a cruz mais pesada, hoje em dia a perseguição mais atroz se dá pelos que preferem a Cristo, esses são perseguidos e humilhados, e muitas vezes impedidos de viver catolicamente, nós nascemos para viver catolicamente, e o que vem a ser esse modo de vida? Ser católico é está pleno da graça de Deus, é também sinônimo de está em perfeito estado de vida, por isso se dizia antigamente, se eu estou doente, logo eu não estou muito católico, ou mesmo, eu não estou católico, porque o fato de não está perfeitamente nas condições de saúde, isso me fere a catolicidade.

Iludidos pelo mundo, muitos procuram incansavelmente um caminho de rosas, sem sofrimento, sem desentendimentos, sem desaforo, sem olhar de reprovação, mas quem fizer a experiência de Jesus, vai chegar à conclusão de que esses "caminhos" que o mundo

nos oferece, nada têm a ver com a proposta de Jesus, Quem quiser me seguir, tome sua cruz e venha pós mim, veja bem, ele não disse vá à frente, mas venha pós mim, pois Ele, é o Caminho, e somente por Ele podemos chegar ao porto da salvação, portanto, fujamos de quem nos quer oferecer as benesses da vida sem sofrimento, pois esse caminho pode ter tudo, menos Deus, menos a vida eterna.

Mas à medida que o católico vai descobrindo que o Caminho de cruz, é um caminho redentor, conseguimos dar passos cada vez mais largos na direção do infinito, onde encontramos Deus.

O caminho de cruz nos assemelha a Cristo Jesus Nosso Senhor, pois seguimos os passos que Ele deu, e seus passos não foram na mais perfeita harmonia com o mundo, e justamente por não ter sido na mais perfeita harmonia com o mundo é que se tornou o caminho dEle, não mais um caminho, mas O Caminho, que santa Teresa chama de Caminho de perfeição, só trilhando o caminho de Cristo podemos chegar à perfeição, que é a santidade, mas esse caminho tido por muitos como um caminho impossível, por sermos pecadores, é justamente por isso que é o caminho de Cruz, se fôssemos perfeitos não precisaríamos fazer o caminho da Cruz, mas podemos argumentar, e Jesus por que o fez? Ele carregou sobre si os nossos pecados, ele não fez aquele percurso para se purificar, como nós precisamos fazer, pois Ele é a pureza.

Portanto, nós precisamos intuir o valor do caminho da cruz, para podermos nos beneficiar espiritualmente dele. Isso não é possível de conseguir, porque Deus não nos pede nada que seja impossível de realizarmos, por isso devemos lutar para conseguir compreender o significado da cruz nas nossas vidas, ela, a cruz precisa ser abraçada por cada um dos católicos, que desejam se unir a Nosso Senhor para poder alcançar dEle os meios necessários para fazer da nossa cruz, também um caminho redentor.

O caminho desejado por muitos é o caminho do prazer, onde não existam problemas que os aflija, mas esse caminho não leva a Deus, o caminho de Deus não é enganoso, ele é verdadeiro e sem máscaras, que adere, sabe que não foi enganado.

Ninguém no mundo pode dizer que fora enganado por Nosso Senhor, pois Ele sempre foi verdadeiro conosco, nós é que muitas vezes não agimos com sinceridade com Ele, e, no entanto, Ele nos chama a conversão, Ele não quer perder nenhum daqueles que o Pai o confiou.

Trilhando o Caminho da Cruz sabemos que vamos chegar a Jesus, mas trilhando o caminho das flores, vamos encontrar no fim do jardim um monstro feroz que faz o maior esforço para não ser percebido enquanto é possível voltar atrás, mas quando não for mais possível ele farar todo tipo de barulhos, pois só haverá espaço para o ranger de dentes, e nada mais se poderá fazer.

Quando o cristão descobrir que o caminho dele é o mesmo caminho de Jesus, ele vai aprender a relegar muitas coisas na vida, não pedirá demissão do emprego por causa de um mau trato, ou mesmo uma falta de atenção, não terminará um casamento por causa da comida que salgou, ou mesmo a atenção que é devida seja negada, não brigará com o vizinho por causa dos meninos que fazem barulho, ou mesmo pela falta de companheirismo.

Por que, onde estiver Cristo, aí estarão uma multidão de pessoas querendo seguir seus passos, os passos da cruz.

A oração frutuosa

Por Pe. Fr. Marcelo Aquino, O.Carm.

O que é a oração frutuosa? Caríssimo leitor, nesta pergunta encontrar-se embutida a resposta, mas nós também podemos "explorar" mais o tema, para uma melhor compreensão, mas em linhas gerais, oração frutuosa, é aquela oração que fazemos com o corpo e com a alma, ou seja, que não é unida a pressa. Para que os frutos da oração sejam colhidos se faz necessário entrar no clima da oração, mental e vocal, mente e boca voltados para Deus, eis o caminho para progredir espiritualmente na oração pessoal.

O exercício da oração que cada cristão, especialmente os católicos devem se empenhar é a fonte de onde ele pode adquirir forças para vencer a batalha espiritual em que estamos imersos.

O católico consciente de que é um grande privilégio de Deus fazer parte de sua Igreja, deve procurar fazer deste exercício uma missão sublime, assim como é sublime a missão dos sacerdotes católicos, portanto, se deve buscar aprimorar os conhecimentos sobre a sã doutrina, o estudo da Sagrada Escritura, o estudo da vida dos santos, tudo isso é caminho salutar de se alcançar a vida sobrenatural que nos é proposta por meio da oração frutuosa.

Rezar deve ser um ato diário e contínuo da vida de cada católico, buscar rezar pelas intenções do santo padre, pelas pessoas que nos pediram oração e também pelos sacerdotes. Esse ato de rezar pelas intenções mais diversas nos coloca em sintonia com todas as necessidades, quem alcança a oração frutuosa, esquece-se de pedir por si mesmo, mas sente grande prazer em rezar pelos outros, fica feliz quando durante a oração lembra-se de uma pessoa que pediu oração.

No abandono nas mãos de Deus e confiança na Divina providência ser o sucesso da oração frutuosa, aí se começa a de fato receber os frutos, por isso oração frutuosa, pois não é uma oração estérea, mas uma comunicação com Deus que produz um fruto.

No decorrer da vida dos católicos que se empenham em alcançar a vida de oração frutuosa, vai se solidificando a ideia de que não devemos pedir mais nada a Deus, pois Ele já nos deu tudo, nos deu seu Filho Unigênito para morrer por nossos pecados, será que

obtendo por meio deste ato a salvação eterna, precisamos pedir mais alguma coisa a Deus? Pelo menos para nós mesmos, não.

Precisamos descobrir a grandiosidade da nossa missão de levar o amor de Deus aos corações dos homens, para fazê-los encontrar o porto da salvação desejada, pois como disse santo Agostinho, o nosso coração busca a Deus, e não descansará em paz enquanto não descansar em Deus.

E a nossa procura pelo amor de Deus, é aquela que nos coloca em sintonia com o que realmente nós devemos nos preocupar, com as coisas do alto, nós já quebramos muito nossas cabeças gastando nosso tempo buscando os bens que passam, é hora, no entanto, de lutar para que recuperemos o tempo perdido com coisas fúteis, e nos empenhemos nas coisas que realmente nos edificam para a vida eterna.

Quando se mergulha na oração frutuosa, se tem outra visão das coisas no mundo, passamos a deixar para lá muitas coisas que antes nos consumia as energias, como as intrigas, por exemplo, sempre aconselhei vários penitentes a não buscar rebater nada que ouviu falar de si, e nem tirar satisfação, isso faz com que a fofoca morra na raiz.

Quando se busca aprofundar o conhecimento sobre a vida frutuosa se faz um aproveitamento mil vezes mais profundo dos benefícios espirituais que Deus nos concede pelo nosso ardor em rezar, fazemos companhia aos anjos e santos que formam a corrente de intercessão pela humanidade que se entrega aos prazeres do mundo, dando as costas para Deus.

A devoção a Nossa Senhora é uma grande aliada nessa busca, pois ninguém consegue agradar a Deus verdadeiramente se não for seguindo o exemplo da Bem aventurada e sempre Virgem Maria.

O salutar desejo de crescer espiritualmente deve ser alimentado diariamente, mesmo sabendo que somos de frágeis como o barro, isso não deve nos intimidar na luta, como nos ensinou são João Paulo II, "o santo não é quem não cai, mas quem não fica caído", portanto, devemos sempre nos levantar e recomeçar a luta, não importa quantas vezes, lute não se renda ao mal.

Se se tem o desejo de ser melhor, já é um grande começo, daí se parte para as águas mais profundas, se busca outros instrumentos para poder fazer a lutar se tornar mais corajosa e eficaz.

O amor à cruz de Nosso Senhor é também um instrumento fortíssimo, devemos ter amor à cruz, pois Nosso Senhor não rejeitou a dele, nós devemos fazer o mesmo, lutando para que não caiamos na tentação de pensar que é possível uma vida sem cruz, uma vida sem sacrifício, em todas as aparições de Nossa Senhora, ela nos pede para fazer penitência e rezar, para a nossa conversão e para a conversão do mundo inteiro, pois o mundo jaz no maligno e se não dobrarmos nossos joelhos muitas almas se perderão.

A arte que encanta

Por Pe. Frei Marcelo Aquino, O. Carm

Ultimamente muito se tem falado de artes no Brasil, mas lamentavelmente as "artes" exaltadas nas cidades, nos teatros, nos museus e até em praças públicas, nada tem de arte verdadeira. O que ali se apresenta são formas de muito mau gosto numa tentativa de fazer os espectadores ganhar novos gostos pela arte, graças a Deus até agora as tentativas foram frustradas, o povo brasileiro é um povo conservador e os arautos das artes dos infernos terão que nos engolir.

O papel da arte é elevar o espírito, e elevar o espírito para Deus, mesmo sendo um país "laico", o objetivo da arte não muda, é esse aqui ou em qualquer parte do mundo, e não é o gosto deste ou daquele que vai fazer com que um significado universal ganhe ares particulares.

Precisamos ensinar, sobretudo, as crianças o valor das artes, nada mais salutar que levar uma criança num museu de arte sacra, por exemplo, mas também tem outras artes não sacras que também servem para elevar o espírito. O bom seria que esse pequeno artigo fosse ilustrado com pequenas fotos de algumas obras de artes para melhor compreensão, mas imaginemos que estamos, por exemplo, diante da imagem da Pietá no Vaticano, usemos nossa imaginação e contemplemos a imagem de santo Inácio com uma lança no pescoço de Lutero, tem obra mais linda?

As obras de artes assim como as imagens dos santos em nossas igrejas têm a missão não apenas de nos fazer enxerga-las, mas de nos fazer viajar na imaginação, quem sabe no tempo em que aquele santo viveu? Quem sabe imaginar a Capela Cistina sendo pintada por Michelangelo?

A verdade é que as artes não podem tomar outro rumo e passar a transmitir outros valores que não àqueles primários. No entanto, as artes podem tomar outro sentido se nós não valorizarmos o sentido primeiro, será que já pensamos, por exemplo, em visitar o museu do Ipiranga? Não agora, pois está fechado para reforma, mas quando estava funcionando, é um lugar espetacular, só a fachada já vale a visita. Será que já levamos nossos filhos para conhecer igrejas católicas com arquitetura que nos falam de Deus? Vale pensar no tema.

Quando valorizamos a arte verdadeira, ganhamos um novo impulso para muitas coisas na vida, inclusive passamos a valorizar mais a vida, o belo nos leva a Deus, não esqueçamos nunca disso, é preciso valorizar mais o belo para podermos colher os frutos desta beleza que não serve apenas para encher nossos olhos, mas para aguçar a nossa mente.

A arte nos encanta e deve nos encantar mesmo, pois ela tem a missão de exprimir o belo que há dentro de todos nós, o belo é o que devemos oferecer aos homens, não a maldade, não o desprezo. Ao esforçarmos o sentido do belo que há em nós, estamos demonstrando a beleza de Deus e fazendo muitas pessoas se interessarem por esse caminho, um caminho de vida eterna.

A arte nos faz viajar na imaginação das coisas boas, ao levarmos nossos filhos num museu, por exemplo, devemos ter a certeza que estamos apresentando a ele um mundo que ele pode ainda não ter conhecido aquele simples apresentar pode servir de incentivo, quem sabe dele se tornar um artista? A verdade é que não se pode subestimar o valor das artes, e nem o que ela pode levar nossas mentes a pensar.

É preciso estimular o pensar das pessoas, não podemos contribuir para que as pessoas vivam nesse mundo como se fossem zumbis, mas, mentes pensantes, não apenas pensantes, mas que pensem o bom, o belo o correto.

Nossa mente tem sede do belo, pois nossa mente tem sede de Deus, por isso não devemos nos desviar do belo das artes, pois de alguma forma ela nos aproxima de Deus e o que mais precisamos, sobretudo, nos tempos hodiernos é voltar nosso pensamento para Deus, pois estamos assaltados de muitas coisas ruins que vem acontecendo no mundo inteiro, devemos renovar nossas forças em Deus para poder seguir em frente nossa vida.

Feliz da pessoa que ao entrar numa igreja católica que trás arquitetura que fala de Deus, como por exemplo, a Igreja da Candelária no Rio de Janeiro, não passa despercebida a beleza arquitetônica daquele templo dedicado a Deus e a Virgem Maria. E assim eu poderia listar um número grande de belas igrejas católicas que servem de inspiração para poder enxergar a beleza de Deus, e antever aquilo que veremos no céu.

Triste da pessoa que considera arte ver outra abrir uma lata com um abridor, lastimável saber que pessoas saem de suas casas para ver tal tipo de "arte" infelizmente isso existe aos montes no Brasil, sobretudo, porém a luta do bem contra o mal segue, e o Bem que é Deus vai vencer e teremos uma nova faze na vida social.

Outra forma de arte bela que podemos apreciar e sem precisar ir aos museus, são as pessoas bem vestidas, com roupas respeitosas, a volta da modéstia é indispensável para observarmos esse tipo de arte nas ruas, mulheres usando chapéus, com seus vestidos decorosos, homens com terno e gravata, ou pelos menos com camisa social e quem sabe de chapéu também, crianças com roupa de crianças, se pararmos para pensar não é muito difícil fazer esse estilo de vida voltar.

É preciso revalorizar as artes, seria muito bom se as novas igrejas que serão construídas sigam o padrão das igrejas antigas, que nos leva a rezar, seria bom que os padres tomassem conhecimento que a arquitetura da igreja também deve ser levada em conta no quesito evangelização.

Nossas igrejas não podem ser semelhantes às igrejas protestantes, nossas igrejas devem expressar a catolicidade da fé, ou seja, que elas tenham um estilo mais ou menos parecido, que sejam exploradas as artes que fazem da igreja um pedacinho do céu.

Onde está a autocrítica?

Por Pe. Frei Marcelo Aquino, O. Carm 

Existem perguntas que parecem que vão ficar sempre sem respostas. É incrível como os detratores da tradição insistem em apresentar críticas ferrenhas ao modo tradicional de Igreja, mas não têm um modelo para apresentar que seja melhor.

Os modernistas não são honestos o suficiente para fazer uma autocrítica, para reconhecer que o que eles apresentam é uma forma de destruir a Igreja, seja com intenção ou sem ela. A verdade é que o modo como eles vêm à Igreja é um olhar maldoso e mais que isso, é maligno e tenta de toda forma colocar na cabeça do povo que o modo tradicional da missa, por exemplo, é um modelo onde o padre aparece, e na verdade, é o outro modelo que realmente acontece isso, onde Cristo Jesus é claramente jogado a escanteio, basta analisar o que fizeram com o sacrário, jogaram no fundo da igreja e no lugar do sacrário colocaram a cadeira do padre em cima de um pedestal quando acaba.

Os inimigos da Igreja de sempre são muito havidos em ridicularizar o padre que deseja usar os paramentos próprios de seu ofício sacerdotal, mas faz vistas grossas ao padre que usa túnica afro e casula afro, isso quando usam casula, mas que pensando bem, se for para usar casula afro, é melhor que nem use, pois aquilo é uma afronta a dignidade do sacramento celebrado.

A autocrítica é importante para todos, não falo apenas dos modernistas, se analisarmos perceberemos que todos nós temos coisas para serem revistas e corrigidas, pois todos nós estamos em constante aprendizado, por isso é salutar a busca de livros espirituais, ler livros sadios de teologia, para que nossa vida eclesial seja cada vez mais incrementada.

Mas lamentavelmente, os detratores da vida espiritual nunca farão uma autocrítica para reconhecer que a liturgia que centraliza o padre, é a liturgia que eles defendem, são eles que não admitem que sobre o altar tenha um crucificado voltado para o celebrante, são eles quem não aceitam que tenha velas no altar, são eles que

agora não aceitam que tenha o crucificado nem na parede do altar, e depois vem dizer que somos nós quem não queremos ceder lugar a Cristo?

Um padre que rejeita usar batina, deseja esconder que é padre, ele não quer se mostrar disponível ao povo de Deus, apenas quer vender a sua imagem, aquela que é exclusiva, a de um padre que anda de bermudas na rua e de sandália de dedo, aquele que usa camisa de marca, aquele que faz academia e saem pelas ruas exibindo suas formas como se fosse um homem do mundo.

Infelizmente são os que agem dessa forma que acreditam que estão levando Cristo ao mundo, e pior eles não acreditam que precisam levar Cristo ao mundo, ou seja, até a missão de levar Cristo a quem precisam, eles relativizam, mas creem firmemente que estão sendo o outro Cristo na terra.

O ódio à tradição só reforça a nossa adesão àquilo que é próprio de Deus, quanto mais os modernistas atacam o modo tradicional de Igreja, mais crescem sobretudo o número de jovens que desejam viver segundo os desígnios de Cristo Jesus, afrontando o mundo que tenta nos empurrar para o abismo.

Resistamos irmãos, a luta é grande, mas é Deus quem garante a vitória, não despreze o amor à Eucaristia, a reza do santo Rosário, a frequente confissão, as práticas de piedade, para poder agradar aos inimigos da Igreja, reze pelos que nos condenam, rezem pelos que desejam ver a tradição esquecida, eles precisam muito da nossa oração, avante sem medo, Nosso Senhor, Nossa Senhora e São José padroeiro universal da Igreja nos acompanham nesta luta contra o poder das trevas.


Se sujeitar a Santa Igreja Católica

Pe. Frei Marcelo Aquino, O. Carm.

A Santa Igreja Católica é a mãe de todos os cristãos, Nosso Senhor a quis assim, portanto, para início de leitura tenhamos muito claro isso em nossas mentes, se eu por livre e espontânea vontade sou católico, logo, preciso me sujeitar a tudo o que crer e ensina a Igreja Católica, não é muito difícil de se compreender.

Nosso Senhor Jesus Cristo amou tanto a sua Igreja que por ela se entregou (Ef 5, 25). Ora, se Cristo se entregou pela sua Igreja a herança de seu sangue, não devíamos nós fazer o mesmo? Ou não queremos seguir o exemplo de Nosso Senhor? Se não queremos temos esse direito, pois, Deus não nos obriga a nada, mas para exercer esse direito é preciso sair da Igreja, não tem justificativa eu ficar numa Igreja que eu não acredito.

Amar a Igreja é amar a Cristo, pois Cristo é o corpo místico da Igreja, precisamos abrir nossos corações e nossas mentes para compreender essa verdade, Nosso Senhor realiza toda a sua obra na Igreja, sem a qual não podemos ser salvos, foi justamente por isso que Ele fundou essa divina instituição.

Todo católico convicto de sua fé deve buscar conhecer a Santa Igreja Católica, a Igreja não deseja ocultar nada aos fiéis, mas é preciso querer conhecer os mistérios da sã doutrina que levou milhares de homens e mulheres a glória da santidade, pelo contrário, a Igreja deseja que mais e mais fiéis tenham acesso ao patrimônio espiritual da cristandade para melhorar suas relações com Deus.

Quando conhecemos a Igreja passamos a amar mais e mais essa Opus Dei, a Igreja é um tesouro inestimável para a divinização do homem, quem deseja ser o que Deus quer, fatalmente deve se sujeitar a Santa Igreja Católica, A Igreja do Deus vivo.

Assim como um filho que tem consciência da importância dos pais presta-lhe toda reverencia possível, da mesma forma os filhos da Igreja devem prestar-lhe toda honraria que for possível para exaltar aquela por quem Cristo se entregou.

A medida que crescemos no amor a mãe Igreja, crescemos também a sua sujeição, pois um filho que de fato ama sua mãe, sente prazer em fazer a sua vontade e realizar todos

os seus desejos, ele (o filho), sempre achará pouco tudo o que faz pela mãe, pois, não sabe como agradecer a maternidade.

Santa Teresinha disse que em amor a Igreja ela desejava morrer num campo de batalha, em sua defesa, isso demonstra claramente que ela sim compreendeu o que era a Igreja, é claro que ela não foi a única, tantos santos mártires do início da Igreja fizeram o mesmo, deixaram seu sangue correr pela terra em amor e fidelidade a Igreja de Cristo, resistindo aos cultos pagãos.

A história da Igreja está repleta de histórias das pessoas que não trocaram a Igreja por nada, nem por ouro e nem por liberdade, mas preferiram se unirem a seu Divino Fundador que derramou seu sangue precioso pelas almas dos fiéis.

Amar a Igreja é um sentimento sem explicação, é uma coisa sobrenatural que invade o coração dos fiéis, que muitas vezem contagiam até as crianças, como o pequeno jovem mexicano que preferiu a morte a renunciar Nosso Senhor Jesus Cristo e sua Igreja, aquela pequena criança fez uma experiencia extraordinária com o filho da beatíssima virgem Maria, ele caminhou para a cova pisando em brasas e gritando "Viva Cristo Rei e a Virgem de Guadalupe"! grito mais eloquente nenhuma outra criança havia dado na história.

Como diz o ditado, Ninguém ama aquilo que não conhece, esse ditado serve para nos impulsionar para realmente fazermos uma busca incansável da verdade de Deus que está na Igreja Católica, para podermos de fato, realizar nosso caminho redentor em busca dos frutos espirituais que a Igreja por vontade Divina nos tem a dispensar.

Maria Santíssima é uma escola fidelíssima à santa Igreja, Nossa Senhora continua trabalhando pela santa Igreja, em várias oportunidades Nossa Senhora deixou claro que a Igreja Católica é a única Igreja de Cristo. Na verdade, nós temos fontes suficientes para saber as realidades espirituais que envolve a santa Igreja Católica para podermos trilhar nosso caminho de amor a Igreja.

Quem ama a Maria Santíssima naturalmente ama a Igreja, pois, a mãe de Jesus é a Rainha da Igreja, e ela nos impele ao amor a Igreja quando nos apresenta o santíssimo salvador. Quando nos apresenta seu Filho Jesus, nossa mãe nos chama a Igreja para ali começarmos a crescer no amor a Deus que vamos continuar na vida diária em todos os lugares onde quer que nós estejamos.

A Imaculada conceição de Maria sempre virgem

Por frei Marcelo Aquino, O. Carm 

Quais as razões para que Maria Santíssima seja imaculada, sem a mancha do pecado original? Maria Santíssima é a cooperadora da obra da redenção, Deus quando resolveu fazer a nova e eterna aliança com os homens, Ele preparou tudo, pois, Deus anteveem os tempos, sabendo que precisava libertar seus filhos do poder do mau, reestabeleceu sua aliança com o povo, mesmo sabendo que o povo era um povo de cabeça dura, como o é até os dias de hoje, pois, esta não foi a primeira nem a segunda vez que Deus faz aliança com o povo.

Mas, para se fazer uma aliança que seja duradora, ou seja, eterna será preciso a intervenção de Deus sobre a humanidade, porquanto das outras formas, Ele deixou que os profetas levassem a cabo sua missão, e como apesar de muitos profetas terem conseguido converter o povo, contudo, eles os mataram e outros, Deus os chamou para si, sem, contudo, morrerem, como é o caso do profeta Elias, que subiu aos céus numa carruagem de fogo, (2Rs 2, 11).

Então, a última aliança que Deus fez com a humanidade, foi aquela na qual Ele mesmo, veio viver como nós, Ele se rebaixou, para alcançar nossa baixeza, sem, contudo, tornar-se pecador como o somos. Mas, para ser "igual" a nós, Ele precisava nascer como nós, e para isso colocou em prática seu plano de salvação, escolheu entre todas as mulheres da terra, àquela criatura que haveria de trazer seu Filho ao mundo, de uma forma extraordinária, e como é esta forma extraordinária? É a forma na qual, o nascimento do filho unigênito de Deus, não traga ao mesmo, a mancha do pecado, que todos os mortais trazem, o pecado original que veio da desobediência de Adão e Eva.

Foi desta forma, que Deus na sua onipotência, preservou Maria da mancha do pecado original, para que nela seu Filho encontrasse uma digna habitação, nascendo de Maria e somente dela, Jesus não herdaria a mancha

do pecado original, e assim Maria Santíssima dá ao mundo o salvador da humanidade, carne de sua carne, sangue de seu sangue.

A Igreja desde os primórdios do cristianismo, acreditou na concepção virginal de Maria, 700 anos antes, Isaías profetizara, "uma virgem conceberá, e dará à luz a Emanuel, que quer dizer Deus conosco" (Is 7, 14 ). Crente na palavra de Deus, a Igreja sustentou esta verdade, e em 1854 proclamou o Dogma da Imaculada Conceição, embora a crença nesta verdade de fé fosse de tempos imemoriais, só em 1476 a festa passou a ser celebrada de forma universal, mas já existia há centenas de anos antes.

Maria Santíssima é a criatura mais esplendida da humanidade, pois fora a única criatura de Deus capaz de realizar a sua vontade, sem se desviar de seu caminho salvador. Deus encontrou em Maria Santíssima a morada que os primeiros habitantes da terra lhe negaram.

É, em Maria a virgem que sabe ouvir, que se concretiza o plano salvífico de Deus, Jesus de Nazaré, aquele que haveria de vir salvar o mundo de seus pecados, veio por Maria quando o mundo estava já perdido, e ela, com sua graça alcançou-nos do Pai eterno as portas do paraíso, e Nosso Senhor sabendo da fidelidade de sua mãe para com o projeto de Deus, e num ato sublime de amor, até na última hora de sua vida terrena, Ele lembra de nós, míseros pecadores, e retribui com amor nossa ingratidão, dando-nos Maria como mãe.

Os filhos dos homens aqui na terra, têm ciúmes de seus pais para com os outros, mas, como Nosso Senhor Jesus Cristo é Deus, e sendo assim não pode ter pecado, Ele num gesto de amor doação, no-la entrega como mãe, rainha e mestra na vida espiritual, oh quão grande presente o Senhor nos deu, chamar de nossa a mãe que é dEle.

Por essa razão a Igreja canta, Maria pura e santa aos olhos do Senhor, por Deus foste escolhida, para seres mãe da vida, mãe do salvador.

Nosso Senhor Jesus Cristo é o verdadeiro homem, nascido da santíssima virgem Maria, este Homem nascido sem pecado, santificou ainda mais a sua mãe. E nos convida a sermos santos, fugindo das ocasiões de pecado.

A importância da confissão

Por Frei Marcelo Aquino, O. Carm

O Sacramento da Reconciliação como a segunda chance de Deus para os homens. Mas a segunda chance aqui, não significa que é só uma vez depois do primeiro perdão que você está convidado para procurar a misericórdia de Deus, não. Deus dorme no confessionário lhe esperando, aliás Deus não dorme, como diz o salmista "Ó não dorme nem cochila aquele que é o guarda de Israel" (Sl 121,4), A Igreja, aqui me refiro ao povo de Deus, precisa mergulhar na profundidade do amor de Deus manifestado na administração do sacramento da reconciliação, se faz necessário urgentemente formar os fiéis a respeito da dádiva para a nossa alma, que este sacramento representa.

Primeiramente é salutar fazer saber que o Sacramento da Reconciliação, pode ser chamado de várias formas, sacramento da penitência, sacramento da confissão e o primeiro dito outrora. Saber que todos esses nomes têm seu valor para manifestar o que de fato representa isso em nossa vida. Esse sacramento é da confissão, pois nos leva a obedecer a escritura que diz, "A quem perdoardes os pecados, eles serão perdoados, a quem não perdoardes eles serão retidos" (Jo 20, 23), Nosso Senhor Jesus Cristo disse isso ao colégio dos Apóstolos, ele não disse isso ao povo em geral, portanto, a confissão é legitimada pela escritura, em outras passagens bíblicas se pode encontrar outras recomendações de confissão, porém não podemos esquecer nunca que nós somos católicos e portanto, não exigimos que tudo esteja na bíblia, pois esta é filha da Igreja e não o contrário.

O sacramento da penitência tem razão de assim ser chamado porque neste sacramento, realizamos uma penitência, ninguém vai ao confessionário feliz da vida porque pecou, antes vai com dor n'alma, por ter ofendido a Deus que é sumamente bom e digno de ser amado, como diz o ato de contrição. E por fim o nome oficial, sacramento da reconciliação, e por que esse nome? O nome já responde, porque este sacramento nos proporciona reconciliar com Deus, pois quando caímos no pecado estamos brigados com Deus, como é que um pai sente quando um filho faz aquilo que ele não queria? Feliz ou triste? Se o leitor goza de boa mentalidade, com certeza responderá que é triste, pois o filho deve fazer coisas que agradam ao pai para poder reconciliar-se com ele. Assim acontece conosco, brigados com Deus, estamos privados de sua amizade, então recorremos ao tribunal da misericórdia, o confessionário, e, ali acontece uma ação que confunde a cabeça dos homens,

como é peculiar nas ações de Deus. Mas por que confunde a cabeça dos homens? Porque neste tribunal, diferente do tribunal dos homens, o réu tendo confessado sua culpa, ao invés de ser condenado, é absolvido, isso soa como um completo absurdo nas mentes humanas, onde já se viu, o culpado merece as penas, e não a liberdade, pois é, mas Deus não tem os pensamentos humanos, já dizia o profeta Isaías, "Os pensamentos de Deus estão tão distantes dos vossos pensamentos, como o céu está distante da terra". (Is 55, 8-9)

Aqui abrimos nosso entendimento, se formos honestos intelectualmente, pois se não o formos, vamos continuar repetindo o que o satanás adora ouvir, só Deus pode perdoar pecados, não me confesso com um pecador, com esse tipo de pensamento você caminha a passos largos para as profundezas dos infernos, pois não está seguindo ao desejo de Deus, que todos sejam santos, mas ao ensinamento dos homens que não são infalíveis e, portanto, nos levam à perdição.

Só uma Igreja de ensinamentos infalíveis, tem o privilégio de tornar seus fiéis santos como Deus quer, e um dos caminhos é a confissão dos pecados, mediante o arrependimento dos mesmos.

Pois bem, se todo católico soubesse que quando se confessa, ele é autor de um terremoto nos infernos, ele jamais se esquivaria desse prêmio para n'alma, pois, a alma do católico deve ser como a alma de um guerreiro com vontade de lutar, mas num combate espiritual onde os filhos de Deus lutam para que o maior número possível de almas entre no aprisco de Nosso Senhor Jesus Cristo. A grande alegria do católico, deveria ser, converter os hereges para que mais almas entrem na comunhão com Deus.

E a nossa luta deve começar dentro da Igreja, convertendo "católicos", que não acreditam na eficácia da confissão.

A nossa luta deve ser, para que nunca a vergonha nos prive da reconciliação com Deus, mas que tenhamos em mente que não podemos deixar o juiz da misericórdia lá no tribunal nos esperando para nos dá o conforto da alma, devemos frequentar sempre e em retribuição, manifestarmos nosso amor nas coisas referentes a Deus e nas pessoas que são imagens de Deus.

A Idade das trevas?

Por frei Marcelo Aquino, O. Carm

O senso comum muitas vezes nos engana. A verdade não pode ser velada, deturpada e nem vilipendiada. A deturpação da verdade é de grande prejuízo para os homens, pois a verdade deve nortear a sociedade, os cidadãos só tomam remédio por acreditar na verdade de que, àquela pílula servirá para resolver determinado problema de saúde enfrentado por ele, e assim temos diversos exemplos de que a verdade é o norte das decisões dos homens. Por isso faz-se necessário o cultivo da preservação da verdade.

Tudo isso para levar-nos a reflexão acerca da conhecida de todos chamada Idade das trevas. Nosso intento aqui é mostrar que essa é uma das verdades que foi deturpada, distorcida e por que não dizer, vilipendiada. Recorrendo a registros históricos, sabemos que na chamada "Idade das trevas", repercutiu alguns dos acontecimentos mais nobres e importantes da história da humanidade, tentarei aqui trazer à tona alguns desses, por exemplo, no período que compreende a "Idade das trevas" é o mesmo período em que foi fundado pela Igreja o sistema universitário, A Universidade Al Quaraouiyine fundada no Marrocos em 859, a Universidade de Bolonha em 1088, Universidade de Oxford em 1096, Universidade de Paris em 1170, agora abro um adendo aqui, pois, é interessante parar para pensar que numa época considerada das "trevas" se abriam universidades para estimular o pensamento. (Duvidosa essa idade das trevas).

Seguindo o pensamento, passemos adiante, agora falemos de autores produzidos pela falta de luz, comecemos por Santo Agostinho (354-430) numa "época de trevas", produziu obras magistrais, tais como Confissões, A cidade de Deus, Sobre a vida feliz, Sobre a potencialidade da alma, A verdadeira religião, terei que parar aqui, pois a "Idade trevas" não se resume em Santo Agostinho, temos também outros autores obscuros tais como Santo Tomás de Aquino (1225- 1274) grande escritor, teólogo e filósofo, autor de numerosas obras, sua mais eloquente chama-se Suma Teológica, foi regente mestre da Universidade de Paris por duas vezes. São Bernardo de Claraval (1090- 1153)

foi um monge cistenciense, uma de suas obras Sobre a Graça e o Livre Arbítrio escrita por volta de (1128) Geoffrey Chaucer (1343- 1400) considerado o pai da literatura inglesa. Caedmon considerado o mais antigo poeta inglês, temos também o Gil Vicente (1465- 1536) este português pertenceu a Idade Média, mas faleceu já no início da idade Moderna, Francesco Petrarca (1304- 1374) italiano considerado o inventor do soneto. O papa Gregório I instituiu o canto litúrgico que posteriormente ficou conhecido por canto gregoriano, em alusão a seu nome. Johannes Gutenberg (1398 -1468) inventou a imprensa escrita, o monge alemão Tomás de Kempis (1379- 1471) escreveu uma obra chamada Imitação de Cristo, até hoje é uma luz para a espiritualidade, e não só para a espiritualidade.

Analisando esses poucos registros históricos de feitos grandiosos na "Idade das trevas", se nós conseguíssemos pensar com retidão e gosto pela verdade dos fatos, chegaremos a uma triste constatação: Infelizmente a verdadeira Idade das trevas é a que vivemos atualmente e que não começou agora. A Nossa época que é tida como o período do avanço tecnológico e humano, pois bem é lamentável constatar que estamos nos enganando e enganando os outros, pois uma época em que cantores não sabem passar nada de digno em suas músicas, numa época em que as músicas que fazem sucesso não dizem absolutamente nada, as músicas feitas nos nossos dias falam apenas de poeira, beber cair, tranquilo, favorável, ai se eu te pego, e assim temos uma infinidade de exemplos que não são exemplo de cultura no sentido estrito da palavra. Nós vivemos numa época em que não há um grande autor, no sentido de um autor que produz uma obra para a posteridade, nós temos é bem verdade autores que escrevem livros que vendem muito, mas que não diz nada. Temos autores que são considerados best sellers, mas que não oferece ao leitor uma vírgula de profundidade em suas obras sobre anjos, sobre duendes, sobre alienígenas. É triste constatar, mas nós estamos mergulhados numa verdadeira idade das trevas, essa sociedade de hoje sim é uma sociedade das trevas quando faz opções contrárias a cultura, como por exemplo o costume sempre crescente de abreviar as palavras, tanto faladas como escritas, os costumes novos trazem coisas velhas, como por exemplo, falar do jeito que falávamos antes de ingressar na escola.

Hoje na época do avanço alunos de escolas fazem protestos pelo direito de ir seminus para o ambiente de estudo, na "idade das trevas", não se perdia tempo com coisas frívolas como nos dias hodiernos, mas é aquela época que se considera como sendo a das trevas, hoje o protesto não é por educação de qualidade, mas, pelo direito de usar o celular durante a aula, o direito de usar o computador na aula, o direito de chegar mais tarde na aula, o direito de usar qualquer tipo de roupa no ambiente de estudos, o direito de arrumar as cadeiras em forma de círculo e não mais aquele jeito "arcaico" de fileiras. Lamento informar, mas em pleno século XXI nos encontramos na maior das idades das trevas que o mundo já pode atravessar.

O direito buscado hoje, é, o de matar o filho dentro do ventre, o direito de desligar o aparelho que mantém alguém vivo, o direito de usar entorpecentes, o direito de ensinar as crianças que elas não têm sexo, o direito de auto intitular-se "vadias", e assim temos nesta época em que vivemos, neste início do século XXI uma variedades de novos valores, valores esses que agridem a dignidade humana como nunca, mas que é vendido para os desinformados como sendo uma luz nas trevas, na verdade nos dão lobos com pele de cordeiros.

Realmente é lamentável chegar a essa constatação, mas, horrivelmente estamos na Idade das Trevas. Dado a conhecer todos esses fatos, precisamos nos empenhar no resgate da verdade, pois só no cultivo da verdade, vamos avançar no progresso humano e intelectual.

A Igreja é mãe e mestra ou madrasta?
Por Frei Marcelo Aquino, O. Carm 

Nesse pequeno texto, tentaremos discorrer sobre a real importância da Igreja para a vida da humanidade. Há alguns anos por volta do fim do Século XIX e início do Século XX havia nos Estados Unidos um arcebispo católico chamado Fulton Sheen, esse grande evangelizador das terras do tio Sam, cunhou a seguinte frase, "Não existe no mundo uma centena de pessoas que odeiam a Igreja Católica, mas existem milhões de pessoas que odeiam o que pensam ser a Igreja Católica". Esta frase será a norteadora de nossa explanação.

Mas por que falar desse assunto? Será que é produtivo? Com certeza esse pobre texto, pode trazer luz para muitas pessoas, pois muitos estão envoltos numa fumaça escura e densa, que impossibilita a visão da verdade que está velada para muitos. E de que verdade se pretende falar esse texto? A verdade imutável. A verdade é uma pessoa, Jesus de Nazaré, esse mesmo Jesus de Nazaré que abriu as portas para a civilização, pois foi através dele, que todos os benefícios na vida dos homens foram possíveis, mas como assim foi através dele? Sim, pois foi pela instituição de um organismo divino chamado Igreja, que todo conhecimento prático de diversos temas recorrente a vida humana foi possível, é sim, para a infelicidade dos detratores que alardam que a Igreja representa um atraso para a sociedade humana. Pois, essa é mais uma mentira que tentam impor a sociedade.

Passemos por partes, por exemplo, será que todos têm consciência de que a Igreja é a responsável pela criação do sistema de saúde, de educação primária e universitário, da criação dos cartórios, da organização do ensino das artes, musicais do teatro e assim, muitas outras coisas que tomariam todo o nosso tempo.

Será que a maioria esmagadora da sociedade tem consciência de que é a Igreja que assiste os soropositivos na África? Que é a Igreja que mantem centenas de hospitais filantrópicos no mundo? Que a Igreja proporciona educação de qualidade a milhares de crianças carentes? Que a Igreja tirou

só no Brasil milhões de crianças da desnutrição? E que o soro caseiro fora criado pela Igreja? Será que sabem que o Vaticano ganhara 24 vezes o prêmio Nobel de ciências por seus incentivos a Ciência? E que o Vaticano tem a mais antiga academia de ciências do mundo desde 1582?

Com absoluta certeza, quem odeia a Igreja desconhece esses feitos prodigiosos, feitos esses, que demonstram a verdade dos fatos, verdade essa desconhecida de muita gente, ou por que não dizer, desconhecida por mais da metade da população mundial.

Observando esses feitos, percebemos o quanto é verdade a frase citada acima, do hoje venerável Fulton Sheen. A frase dele é infinitamente verdadeira, uma vez que ele além de ser sucessor dos apóstolos, era também apóstolo da verdade, as verdades levadas acabo por aquele homem, retumbam ainda hoje em nossos ouvidos.

Mas, infelizmente em dias hodiernos, a mentira tem muito mais difusão, as pessoas vão sendo educadas a dá infinitamente mais valor a mentira em detrimento da verdade, a verdade está claramente aí em nossa frente, mas preferimos ocultá-la, para dá espaço a "verdades" construídas nos laboratórios daqueles que pretendem vender seu produto, fantasiado de cordeiro, mas, sabemos que na verdade é um lobo aterrador.

Analisemos as durezas da Igreja Católica, por exemplo vejamos como é o trato da Igreja aos homossexuais, praticamente em todas as paróquias temos homossexuais exercendo serviços diversos, seja na catequese, seja na liturgia seja na coordenação de grupos. Eles só não têm o direito de casar-se, mas os demais todos estão ao dispor deles. E eles sentem-se muito bem acolhidos. São raras as exceções em que eles não encontram espaço na Igreja.

Outra prova da "dureza" da Igreja, no Código de Direito Canônico, Lei que rege a Igreja, diz claramente que ex-padres não podem sequer dá catequese, quanto mais ensinar teologia para seminaristas, mas na prática o que vemos é outra, em praticamente todas as universidades e faculdades católicas temos ex-padres dando aulas livremente.

Uma vez uma aluna de teologia falou assim para um professor, - "O senhor viu a passeata que foi feita para protestar pelo desrespeito aos católicos causados no episódio do chute da imagem promovida por uma seita protestante? " Ao que o professor respondeu, - "A Igreja não devia fazer protesto por isso não, ela devia fazer protesto é pelos pobres que não tem o que comer e nem onde dormir", e a aluna completou, - "a Igreja não precisa fazer protesto por isso não professor, sabe por que? Porque ela os assiste, dando o necessário, pois protesto não enche a barriga de ninguém". Eu acho que esse professor podia ir dormir sem essa, não é verdade?

Pois é 99% dos que odeiam a Igreja Católica, odeiam o que pensam ser a Igreja Católica. Não tem como rebater essas verdades, ir contra elas, é ser levianos e desonestos intelectuais, já dizia o autor de todo o bem no mundo, Nosso Senhor Jesus Cristo, Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. (Jo 8, 32).

Ansiamos largamente por este dia, para que nossa sociedade possa dar passos largos em direção do progresso, e quando vamos nos render a verdade suprema.

A maioria esmagadora dos indivíduos que não aceitam a Igreja Católica ou que a criticam, são aqueles que não compreendem que a Igreja não é uma democracia que ao gosto da maioria ela se molda para agradar. A Igreja tem a missão de ser na terra continuadora da obra redentora de Cristo, e por isso segue sua doutrina e não a doutrina do mundo.

Na Igreja Católica se busca agradar a Deus e não aos fiéis, pois, o sacrifício celebrado não é oferecido ao povo, mas a Deus, portanto, quem deve se agradar do sacrifício e aquele que recebe a oferenda agradável. Não se deve buscar diversão na Missa, pois o lugar de diversão é outros, como os shoppings centers, os parques de diversões, a praia, a lagoa, o estádio de futebol e tantos outros lugares.

Mas os que não se agradam da Igreja Católica querem que ela seja ou que ele quer, e não o que Deus deseja dela. A verdade é que a Igreja é bem aberta, todos encontram nela seu lugar, mas não podemos confundir

lugar com acesso a sacramento, pois eu posso ser convidado para ir na sua casa, mas isso não significa que terei acesso ao seu quarto e cama.

Portanto, para os visitantes lhes é reservado um lugar próprio do visitante, assim na Igreja, os lugares das pessoas estão marcados. Cada um ocupa seu lugar na vida Igreja, sem ultrapassar o lugar do outro.

Depois de analisar esses fatos todos, só podemos constatar que a Igreja é realmente Mãe e Mestra. Só a Igreja nos ensina como mãe e mestra, o mundo tenta nos ensinar, mas ensinar a trilhar caminhos tortuosos, e além disso por meio da ditadura.

     A beleza dos paramentos

Por Frei Marcelo Aquino, O. Carm

Esse tema tende a parecer inútil logo de início, mas creio que poderá servir para transformar o pensamento de quem não conhece seu objetivo (do paramento). Aqui tentaremos dar a entender para que serve a beleza dos paramentos litúrgicos usados na Igreja.

Antes de tudo é sempre bom lembrar que o ato oficiado pelo sacerdote não é nada mais nada menos que a Divina Liturgia, portanto, coisa que se refere a Deus. E sabemos que nossa atitude diante de Deus deve ser de maior reverencia possível, e de oferecer o melhor àquele que nos chamou à vida, não que Deus não aceitaria nossa humilde prece feita com pano de chão ao invés de paramentos dignos, mas que procuramos manifestar na beleza do paramento a beleza que há nos céus.

Pessoas desavisadas, ou com pouco conhecimento sobre o assunto, geralmente apresenta um tipo de pensamento, que podemos classificar como relativista, sem querer ser duro demais, mas, os poucos entendedores da realidade mistério, que é a Igreja, não consegue compreender o porquê de tanta coisa bonita nos paramentos, e acham que é luxo e ostentação. Mas, aqui vamos no desenrolar destas linhas trazer à tona a real importância dessa beleza vista nos paramentos litúrgicos.

Pois bem, em primeiro lugar os paramentos são uma exigência bíblica, em nenhuma parte da escritura você encontrará a recomendação de os ministros de Deus devem usar paletó e gravata para ministrar o culto divino.

Então vamos ao que interessa, a beleza do paramento serve para exaltar a majestade de Deus, para quem o sacerdote se paramenta. Nós bem sabemos que Deus não cabe em nossa cabeça, pois Deus é infinitamente maior do que pensamos, sendo assim, na beleza, procuramos nos aproximar um pouco do mistério da vida divina, então procuramos trazer vários significados da fé na ornamentação dos paramentos, por exemplo o símbolo PX, que no paramento aparece evidentemente mais bonito que nesta simples digitação, significa, por este sinal vencerás! Os cachos de uva, simbolizam Jesus a videira do Pai, o pelicano significa, que Deus nos alimenta com sua própria carne em Jesus Cristo, a flor de lis, serve para simbolizar a pureza, mas também a realeza, não do

sacerdote, mas daquele a quem ele representa, também demonstra o poder de Deus, as letras A, significam que Deus é princípio e fim de tudo, de onde tudo vem e para onde tudo se converge.

Mas será que vamos falar de tudo menos daquilo que é o mais atacado nos nossos paramentos? O dourado, o dourado ou ouro, está associado à riqueza e majestade. Aqui faz-se necessário lembrar que a riqueza e majestade de Deus tem significado diferente do que o homem pensa sobre essas coisas, lembrando sempre que Deus não pensa como os homens, e lembrando que o ouro não é uma invenção do homem, o ouro é uma criação de Deus, logo, as coisas criadas por Deus podem ser usadas para prestar honra a seu Criador.

As rendas litúrgicas são mais uma forma de chamar a atenção às coisas divinas, percebam que normalmente as rendas trazem alguns símbolos, aqueles já supracitado, mas, na renda o simbolismo ganha força ainda maior, pois como se trata de desenhos brocados, tendem a levar a imaginação de quem ver a pensar no seu significado, o certo é que toda a beleza contida nos paramentos tem um único intento, remeter nossas mentes para as coisas celestes, levar nossos olhos a beleza divina, pois a beleza nos leva a Deus. Por isso nossas igrejas antigas são belas, pois, nos tempos de outrora, se pensava em tudo, até na distração das mentes, por isso, se permitia que as pessoas até se distraiam, mas, que seu distrair sirva para leva-las as coisas celestes, nos tirando sempre das coisas que nos dispersam de Deus.

Então são João Maria Batista Vianney, disse: "O sacerdote é um camponês que se veste de príncipe para oferecer dádivas a Deus", aqui independe do pecado do sacerdote, ele desde que seja ungido por um legítimo sucessor dos apóstolos, está apto a oferecer dádivas a Deus no Sacrifício da Santa Missa, da mesma forma daquele que consegue reprimir mais facilmente as más inclinações.

A pessoa pouco conhecedora do mistério que é celebrado no altar do sacrifício, não sabendo o que falam, exaltam a "simplicidade" do sacerdote que se paramenta de qualquer jeito para oferecer o sacrifício de nossa salvação ao autor da vida, Deus todo poderoso, e comentam, nossa que simplicidade! Ele só usa uma estola desbotada e uma túnica surrada, quanta humildade! Não sabendo ela, que aquilo é sinal de desleixo e não de virtude. O sacerdote que não se paramenta dignamente para oferecer dádivas a Deus, está em falta com o ofício exercido, por exemplo, a casula não é um paramento para missa

dominical, mas, para toda missa, seja ela de segunda ou domingo, desde que seja missa, ali se emprega o uso da casula. Aqui abro um adendo para comentar sobre erros cometido pelos sacerdotes na liturgia, muitos padres não usam casula nas santas Missas, mas usam em ocasião não propícia, tais como: casamentos, batizados e procissões. Ora, se não usa na missa, então não use nunca. O paramento para casamento, batizado e procissão chama-se capa de asperge, este paramento acompanhado da estola.

Enfim, a beleza dos paramentos tem uma razão de ser, então não diga que é um exemplo de simplicidade um padre não usar paramento belos para oficiar o sacrifício pascal de Cristo. A celebração do sacrifício pascal de Cristo, é a antecipação do que viveremos no céu quando formos participar das núpcias do cordeiro. Tudo na Missa nos leva a comtemplar as maravilhas de Deus na glória eterna, no apocalipse vemos toda a realidade da missa ali descrito, por que tanto incenso? Porque no céu é assim. Por que tanta roupa? Porque no céu é assim. E se formos falar de todos os detalhes, teríamos que fundar uma faculdade para falar só desses detalhes, que dizem muito aos nossos olhos.

       O ser do sacerdote

Por frei Marcelo Aquino, O. Carm 

A dignidade sacerdotal provém de Cristo Jesus, único e eterno sacerdote. O dia do sacerdote serve para levar os chamados ao divino serviço a reflexão: será que estou sendo aquilo para que fui chamado pelo Divino Mestre? Na verdade, a vida sacerdotal seria muito mais frutuosa, se todos os dias os sacerdotes na sua oração pessoal fizessem essa pergunta a si mesmo.

Aos leitores uma pergunta se torna inevitável: você conhece um sacerdote que por seu comportamento leva os fiéis a fazerem julgamento de suas próprias vidas? Atrevo-me a dizer que muitos conhecem sim, são aqueles sacerdotes que embora o sejam, e para trasvestirem-se de "humildes", não querem ser reconhecidos como sacerdotes nas ruas, por aqueles que acham ser desnecessário um sacerdote usar a veste talar, mesmo que a lei vigente da Igreja o obrigue (CDC Cân 284) Os clérigos usem hábito eclesiástico conveniente, de acordo com as normas dadas pela Conferência dos Bispos e com os legítimos costumes locais. Mas aqui não descobrimos que o simples não usar habito seja o mau dos sacerdotes, não, mas pior do que não usar hábito, é não ter doutrina.

No século V, o Papa Celestino I disse: que mais importante que a vestimenta do sacerdote é a doutrina que ele prega, ora, esse papa estava errado? Não, absolutamente, venjamos e, o que é mais importante? Um padre que usa batina e, contudo, ensina coisas horrendas em suas homilias e também no dia a dia? Ou, um que não usa e, entretanto, prega tão somente o que Cristo Jesus nos deixou? É claro que é a segunda opção. O problema gritante dos tempos hodiernos, é que os sacerdotes não fazem uso de nem um nem outro, nem da batina e nem da doutrina. Não todos, pois se assim o fosse o mundo estaria perdido, Deus nunca priva toda a Igreja de bons sacerdotes, quando um aqui é desse jeito, outro acolá é de outro jeito, o bom seria mesmo, que todos os sacerdotes imitassem a Cristo Jesus, Bom Pastor.

Um sacerdote bem formado sabe, que a sagrada ordenação presbiteral imprime caráter, isto significa, que aquele homem que se prostrou no chão, fica, e um homem novo levanta. Nosso Senhor Jesus Cristo o reveste com as vestes dEle, por isso o sacerdote celebra in persona Christi, na pessoa de Cristo. Mas para que o sacerdote traga consigo essa consciência, primeiro ele tem de ter a formação devida, segundo deve ter reta intenção no exercício do ministério, além é claro, a vocação, sem ela, ele será tudo, menos um sacerdote de Cristo. E os fiéis devem sustentar sua vida com as orações constantes, eles que são perseguidos por satanás todos os dias, para abandonar a sublime missão.

Um bispo carmelita que morrera com fama de santidade, Dom Gabriel Paulino Bueno Couto, disse que Jesus deve ser tudo para o padre. Ora, se Nosso Senhor deve ser tudo para o padre, então o padre deve dedicar toda a sua vida por Jesus, e fugir das distrações, e tudo que pode leva-lo a

esquecer sua sublime missão. Já o Cura d' Ars disse: O sacerdote é o amor do Coração de Jesus. Um sacerdote deve transparecer a imagem de Cristo, e agir como Cristo pensando sempre no maior bem das almas.

Também deve fazer parte da vida do sacerdote a oração constante, homens da oração, assim eles são chamados, um sacerdote deve ter prazer em falar das coisas de Deus, em fazer as coisas de Deus, em governar o povo de Deus, não como autoridades que os oprimem, mas, como bons pastores que dão a vida pelas ovelhas.

Por esta razão, se faz urgente a necessidade de se rezar e pedir que outros rezem, para que os maus sacerdotes voltem à sua vocação primeira, e voltem a defender a Cristo em tudo, pois como disse Dom Henrique Soares, "No mundo existe ong para defender tudo, menos a Cristo Jesus", ora os sacerdotes deviam ser a ong que defendem Cristo, mas o que vemos é justamente o contrário, salvo raras exceções, há sacerdotes que impedem os fiéis de serem piedosos com o Santíssimo Sacramento, que não permitem que as mulheres usem véu em suas igrejas (vale lembrar que a Igreja não pertence aos padres, mas a Nosso Senhor Jesus Cristo). Então, voltamos ao problema da doutrina, já que os sacerdotes acham ser um jugo muito pesado carregar uma batina e A Doutrina, então que fique ao menos com a Doutrina, mas que se empenhe para levar a frente a doutrina do divino fundador, não novas doutrinas, que o mundo nos impõe, para arrastar as almas para as profundezas dos infernos.

O Dragão do Modernismo

Por Pe. Frei Marcelo Aquino, O. Carm.

O momento em que nos encontramos é simplesmente tenebroso, vemos por todo lado pessoas atacarem o modo fidedigno de ser Igreja, nos acusando de estarmos atrasados e impedindo que a Igreja caminhe.

Temos a nossa frente um dragão, o dragão do modernismo, aquele mesmo condenado pelo papa beato Pio IX no Syllabus, e também pelo papa São Pio X. Sim, o modernismo que eles tanto nos tentaram alertar, esse modernismo não morreu e está a todo vapor tentando destruir a Igreja, colocando-a na onda do mundo. O que nos anima nessa batalha é saber que em cada época Deus suscita homens e mulheres que se atrevem a não ser de seu tempo para salvar a história.

O modernismo é um câncer que deseja infectar toda a Igreja, uma vez que já contaminou a sociedade civil, ou pelo menos grande parte dela. A Igreja como instituição divina conta com colaboradores que desejam ajudar seus filhos a trilharem o caminho do bem e da concórdia, nunca desprezando a primazia de Deus em suas vidas.

O mundo moderno tenta de todas as formas fazer com que a Igreja pense que ela é parte dele, mas sabendo que a Igreja é obra divina e, portanto, não sujeita à modelação, ela vai caminhando e lutando para conservar o depósito da fé que é constantemente atacado, muitas vezes por aqueles que a deviam preservar e cuidar: os pastores de almas.

Precisamos com nossa fé e empenho, devemos ser faróis para as futuras gerações, é o nosso empenho e luta que dará aos homens e mulheres do futuro a graça de conhecer a frutuosa tradição milenar da Igreja, não apenas conhecer por livros, mas por prática e vivência dos mistérios de Deus no dia- a -dia.

Temos na verdade uma grande luta entre dragões: o da verdade e o da modernidade. O primeiro sofre vilipêndio e escárnio, o segundo segue sutilmente mascarado de solução para os problemas atuais. A Igreja, no entanto, nunca precisou ser atual para trazer o melhor para o mundo, Jesus Cristo. A Igreja nunca precisou aprender com o mundo o que é o melhor, pelo contrário ela ensinou ao mundo o que é o melhor, mas o mundo não o quis. "Vim para os meus, mas os meus não me receberam". ( Jo, 1, 11).

A grande acusação do mundo moderno contra a Igreja de sempre é que ela não é atual, mas a resposta que temos para dar é que Nosso Senhor também não é, Jesus Cristo é o mesmo, ontem, hoje e sempre. ( Hb 13, 8). E por essa razão, a Igreja que deve seguir tão somente a Jesus, seu Divino Fundador, também não segue ao mundo. Temos clara consciência de que o mundo nada tem a nos ensinar, tudo recebemos de Deus, princípio e fim.

O dragão do modernismo, no entanto, insiste em tentar construir outra Igreja que não é a Igreja de Jesus, pois esta já está construída desde a época dos apóstolos e a ela queremos ser fiéis até o fim dos tempos, uma Igreja santa e Imaculada, que tem filhos pecadores sim, mas com desejo de se emendar e seguir fielmente o divino mestre.

A batalha espiritual a que os filhos da Igreja são chamados a travar é a batalha da fé, da oração, do sacrifício, do destemor. Não tenhamos medo de defender nossa fé diante dos tosquiadores, o dragão do modernismo é violento, sanguinolento, o dragão do modernismo não reconhece a Deus, ele se considera Deus com respostas para tudo, mas tudo isso é apenas enganação, só no Deus verdadeiro temos a paz que precisamos.

Por isso, é urgente que os fiéis católicos não se deixem intimidar pela corrente de satanás que está no modernismo, tentando fazer da Igreja o seu projeto pessoal, onde Jesus Nosso Senhor é banido, onde a fé se torna obsoleta e sem razão.

O cristianismo desde sua origem até hoje é motivo de perseguição, e não será diferente, Nosso Senhor disse: "se fazem assim com a árvore verde, o que se fará com a seca?" ( Lc 23, 31). O católico convicto sua fé - sim, o convicto, pois de católico caótico a Igreja já está cheia -, aquele que crê nas verdades perenes da fé e que Deus não muda, esse sim deve se empenhar em defender a herança redentora do sangue de Nosso Senhor, não esperem que bispos e padres façam, pois estes muitas vezes não estão comprometidos com a verdade, sejam vocês mesmos os soldados de Cristo Jesus.

Como defensores de Cristo não podemos aceitar que ofereçam a Cristo um sacrifício que não seja sacral, paremos de brincar de missa, a Missa tem de ser respeitada e preservada para continuar sendo a obra redentora de Jesus, Nosso Senhor que salva almas, que liberta dos vícios e que eleva o espírito. Não queremos outra coisa, isso nos basta.

Em todas as épocas Deus suscita homens e mulheres de fé e coragem para mostrar ao mundo que o espírito dos apóstolos continua nos incentivando a continuar a obra redentora de Jesus sem negociar as verdades com o mundo moderno e nem com os defensores do modernismo.

Avante católicos destemidos, somos todos Templários do Senhor e queremos manter a sua ordem, queremos que o Reino Social de Nosso Senhor não seja substituído pelos modelos nefastos que nos apresentam, onde para se implantar esse novo projeto é preciso suplantar a fé apostólica.

Não queremos outro altar, não queremos outra missa, não queremos outra moral, não queremos outra doutrina. Queremos a mesma Igreja de sempre, aquela da qual os santos receberam o ensinamento e chegaram a santidade, aquela que trouxe ao mundo a mesma e única mensagem de Nosso Senhor Jesus Cristo contido nos santos Evangelhos, essa mesma Igreja que alimentou a fé de Santo Estevão, São Pedro, São João Maria Vianney, Santa Teresinha, Santa Josefina Bakita, são Pio de Pieltrecina, santo Ambrósio, Santo Agostinho, santo Antônio. Não desejamos outra Igreja que não seja a mesma que eles receberam e conheceram.

Estaremos de pé e assim, com o rosário e a eucaristia, resistiremos nesta luta em defesa da fé e da verdade, onde Nosso Senhor é o nosso maior incentivador.

Queremos Deus, homens ingratos 

Por Pe. Frei Marcelo Aquino, O. Carm.

A sociedade brasileira e não somente a brasileira, mas a maioria das nações do mundo estão atravessando um período de nebulosidade, estão tentando calar a Deus, calando a população, especialmente a população católica, o cristianismo se vê novamente ameaçado assim como foi muitas vezes ao longo da história, aliás nunca deixou de ser.

O povo muitas vezes desunido, se vê acuado com tantas manobras que visam calar a nossa fé, existe é bem verdade, um grupinho aqui, outro grupinho ali que tenta resistir a tanta truculência dos comunistas e marxistas, que tentam de toda forma por sua ditadura em funcionamento, onde ainda não colocaram, pois sabemos que em muitos lugares do mundo ela está a todo vapor, basta olhar o que acontece na Venezuela, na Correia do Norte, Nicarágua, Bolívia e tantos outros lugares do mundo.

O grito dos católicos muitas vezes sufocado quer nos dizer apenas isso: Queremos Deus, homens ingratos, esse mesmo grito que ressoou nas bocas dos nossos irmãos franceses ao protestar contra a expulsão de Deus da esfera pública durante a sanguinolenta Revolução Francesa, hoje mais uma vez nos vemos condenados pelos homens que querem nos dominar, nos condenando a viver sem Deus, ou a morrer por ter escolhido a Deus.

Gritemos mais fortemente, Queremos Deus, homens ingratos, queremos cultuar aquele que nos deu a vida e nos chama a vida eterna, queremos que Ele reja nossas nações, queremos instaurar o reino social de Nosso Senhor Jesus Cristo, queremos o Triunfo do Imaculado Coração de Maria, apenas queremos respirar Deus e dar a Ele o lugar que Ele merece em nossa sociedade.

As lutas penosas de católicos que querem viver a vida cristã livremente é uma luta árdua, é preciso ter a virtude da perseverança para poder não desistir diante de tantos desmandos, muitas vezes até por parte de nossos pastores, aqueles que deviam nos guiar nos prados eternos, nos empurram para o abismo, mas, o que nos alenta neste vale de lágrimas é saber que os perseguidos serão salvos, os perseguidores serão aniquilados e queimados eternamente no fogo do inferno.

Não desistamos nunca meus irmãos de gritar Queremos Deus, não se deixe calar por aqueles que ofendem a Deus destruindo o patrimônio da liturgia (culto por excelência a Deus), nos apresentando modos indignos de culto, nos colocando em perigo de perdição caso aceitemos a idolatria, nos deixando em perigo de perdição, ao nos privar dos santos sacramentos.

O grito por socorro não pode calar, não nos cansemos de gritar, salvemos a liturgia, brademos aos quatro cantos da terra, Deus existe e Ele vai julgar este mundo, e quem não for fiel será condenado, quem rejeitou o Filho do homem será condenado a morte eterna.

Queremos Deus, e os homens ingratos não nos calarão, resistiremos a destruição da Igreja e de sua liturgia, resistiremos aos lobos que não se cansam de tentar destruir a herança do sangue redentor de Nosso Senhor, a Igreja é viva e o Espírito Santo continuará a guiar sua missão, para que as futuras gerações possam beber desta fonte graças.

Amemos a Igreja, amemos a liturgia católica que nos aproxima de Deus, amemos a Verdade, e Deus no momento oportuno nos premiará com a sua sacrossanta graça, auxiliando-nos na busca do infinito, na busca de Deus, Deus não está morto, Ele vive e nos assiste em nossos necessidades, porém Ele quer nos ver lutando pela nossa fé no único Deus vivo e verdadeiro.

Os homens ingratos não resistirão a força e poder do nosso Deus, queiramos fazer parte dos que lutam para centralizar Deus na vida dos homens, na vida da sociedade, que toda cidade reconheça o senhorio de Nosso Senhor e se submeta a seu poder vitorioso.

Da nossa fé ó Virgem, o brado abençoai, Queremos Deus que é nosso Rei, queremos Deus que é nosso Pai. Que a bem-aventurada e sempre Virgem Maria nos ajude nesta batalha espiritual que o mundo católico atravessa, o satanás não tem o poder de dominar o mundo, quando chegar o momento oportuno, Deus refulgirá e esmagará todo mal, e ai daqueles que se aliaram a estirpe da serpente, será lançado no fogo do inferno com o satanás e seus anjos.

Liturgia católica um encontro com Deus

Por Pe. Fr. Marcelo Aquino, O.Carm.

A Igreja Católica é dotada de todos os meios para a felicidade do homem, um dos meios que queremos ressaltar é a liturgia, essa mesma é o cume da fé católica.

Na liturgia podemos fazer nossa vida se entrelaçar com a vida divina de Nosso Senhor Jesus Cristo, para que se obtenha isso basta que haja uma perfeita sintonia com o sacrifício celebrado, também se faz necessário que o fiel tenha consciência de que a Santa Missa é o sacrifício de Cristo, é o mesmo sacrifício da Cruz.

No culto divino, na santa Missa podemos contemplar os mistérios da nossa salvação, Nosso Senhor nos convida a caminhar com ele para o calvário e também para com ele ressuscitar. Por isso se espera uma adequada postura dos fiéis neste sacrifício redentor, para que o sacramento não seja profanado e os benefícios sejam aproveitados da melhor forma possível.

O cultivo do silêncio é um grande aliado para quem deseja tanto prestar o culto da melhor forma possível, quanto para poder obter o maior bem possível, sem o devido silêncio é impossível ouvir a voz de Deus, Ele nos fala em cada gesto da liturgia, é preciso bastante atenção para poder compreender o que significam cada gesto.

O centro do culto divino católico é Deus, não deve ser nem o sacerdote e nem o "animador", até porque na missa não deve ter animador, pois se trata do sacrifício de Nosso Senhor e não de um espetáculo como infelizmente pensam muitas pessoas que participam das missas em nossas paróquias.

O encontro com Deus na liturgia só será possível à medida que Deus tenha seu lugar preservado pelas pessoas que preparam a liturgia, a noção de oração está muito longe do verdadeiro conceito, e, portanto, precisamos nos voltar para Deus deixando nossos gostos de lado e aderindo primeiro a vontade de Deus e depois ao que a Igreja nos pede a respeito da sagrada liturgia.

Sem essa consciência a liturgia será tudo menos aquilo que devia ser um encontro com Deus e nossa submissão a sua vontade, a exemplo da santíssima Virgem Maria, digamos faça-se em mim segundo a tua vontade.·.

A liturgia é a vida da Igreja. O cume da vida cristã católica é a celebração do culto Divino, onde o Senhor nos dá seu corpo e seu sangue como alimento de nossas almas. Celebrar a sagrada liturgia é entrar em comunhão com Deus, por essa razão se faz necessário viver intensamente e solenemente este encontro.

Para que a liturgia seja bem celebrada, ela não precisa de nada além do que está prescrito no Missal Romano. Muitas vezes os leigos que ajudam nas paróquias pensam em muitas coisas que, acreditam ser bons elementos para "incrementar" a liturgia, mas isso é uma perda de tempo, a liturgia não é capenga, ela não precisa ser aprimorada para ficar melhor, ela apenas precisa ser respeitada. Por isso, se faz necessário algumas orientações acerca da liturgia. Primeiro não se deve usar tecidos coloridos para enfeitar o ambiente, as cores litúrgicas devem apenas aparecer nos paramentos dos sacerdotes, em segundo lugar, não se deve colocar cartazes no ambão da palavra, o ambão deve ser ornado com um tecido ou até mesmo nu. Evitar ornar a igreja com balões de aniversário, mesmo que o aniversário seja de Jesus, nosso Senhor, também é salutar evitar bater parabéns para alguém que faz aniversário dentro da missa, se quiser pode fazê-lo depois da bênção final, pois os parabéns para você, não faz parte do rito da Santa Missa.

Olhando assim, podemos achar que são muitas prescrições para desenvolver na Santa Missa, e até, podemos achar que é difícil, não é não, para isso existe o Missal Romano, siga o que ele diz, as letras pretas são as palavras que devem ser ditas, as vermelhas os gestos que devem ser feitos, fácil assim, basta saber ler e tudo vai sair direitinho.

Mas por que o padre não pode usar da criatividade? Porque a missa não é do padre, mas de Nosso Senhor, se o padre quiser usar criatividade, use-a na casa paroquial, na hora do almoço, por exemplo, deixe de usar a mesa e use o chão como mesa, coloque a comida num papel ao invés do prato, jogue o suco no chão, ao invés do copo, lá ele pode fazer tudo isso, já que é amante das criatividades, mas na Santa Missa não.

Quem deve aparecer na Santa Missa, é o Cristo, e não o padre e nem os que ajudam na liturgia, por isso se você tem dotes de teatro se escreva numa escola de teatro, igreja não é palco para shows. Nossa! Mas isso parece muito duro, não? Não. E por que não? Porque ninguém está dizendo que você tem que enterrar seus talentos e não os desenvolvê-los, só está se dizendo que a igreja não é lugar para isso.

Não é muito difícil celebrar bem a liturgia como alguns pensam, basta ter boa vontade e humildade para compreender que o autor da liturgia não somos nós, mas Deus é preciso deixar que Deus tome as rédeas da liturgia e que o padre cumpra seu papel de padre, para que tudo corra na mais perfeita harmonia.

Existem outras coisas que precisam ser observadas para que a liturgia seja bem celebrada, se trata dos cânticos nela executados. Lembrem-se sempre os cantos na liturgia servem para nos ajudar a compreender o mistério celebrado, portanto, não se pode cantar um canto que nada tem a ver com o que está sendo celebrado. Por exemplo, não se pode cantar canto de louvor no lugar de canto de entrada, por dois motivos, primeiro porque o canto de louvor já está dizendo para qual finalidade ele está sendo executado, e a missa não é louvor, mas Sacrifício. Segundo, porque o canto de entrada deve introduzir na celebração.

Se a liturgia do dia fala, por exemplo, da pregação de João Batista, convidando a conversão, não tem porque se executar um canto que fala sobre a descida do Espirito Santo. Outra coisa importante atentar, é que não basta o canto ser "bonito" para que ele sirva para missa, assim como não é concebível músicas protestantes serem executas nas missas.

Não basta falar de Deus, para ser um bom canto, a música não pode ter erros teológicos ou trampolim para heresia. A Santa Missa não é um laboratório de se testar músicas, a santa Missa é o lugar de nos encontrarmos com Deus. E nesse encontro desenvolver quatro finalidades inerentes a Santa Missa, a saber: Adorar a Deus, Pedir a Deus, Agradecer a Deus e louvar a Deus.

Na Santa Missa não precisa de comentário inicial e nem das leituras, basta que se toque um sino todos se levantam e o canto se começa a entoar, enquanto o sacerdote entra para celebrar o augusto sacrifício de Nosso Senhor.

Não se precisa fazer na Santa Missa entrada da bíblia, pois se entrar a bíblia isso quer dizer que o Lecionário no ambão com a Palavra de Deus não quer dizer nada. Na procissão do ofertório não deve se levar o cálice, mas somente a patena com a hóstia e o vinho, pois não se oferta ao Senhor o cálice, pois o cálice já fora ofertado ao Senhor no dia que foi consagrado pelo bispo.

Uma liturgia bem celebrada é um serviço à evangelização, disse certa feita o papa emérito Bento XVI.

E para terminar, mais dois pequenos esclarecimentos, não se põe flores encima do altar e não se coloca imagem na frente do altar. A frente do altar deve estar sempre livre, no máximo, se coloque um arranjo de flores no chão em defronte do altar


Dez questões esclarecedoras sobre a Missa Tridentina 

Pe. Fr. Marcelo Aquino,O. Carm.

1. O que é um rito litúrgico?

Rito designa o modo como se realizam todos os serviços de louvor a Deus e santificação do homem; incluindo, portanto, a administração dos Sacramentos, dentre os quais a Santa Missa é o de maior relevância, sendo o Sacrifício incruento de Nosso Senhor Jesus Cristo.

2. Qual o rito litúrgico mais comum?

O Rito Romano é o rito mais comum no mundo. Este é o rito utilizado na diocese de Roma. Por ser a Sé Apostólica de maior importância, tendo por bispo o sucessor de São Pedro, este rito acabou se tornando o de uso mais extensivo. Nisso inclui-se o Brasil.

3. Existe mais de uma expressão do Rito Romano?

A maioria dos Católicos Romanos hoje em dia está familiarizada com o Missal do Papa Paulo VI, posterior ao Concílio Vaticano II, ao qual o Papa Bento XVI chama de Forma Ordinária. Enquanto que o Rito anterior ao Concílio é referido pelo Santo Padre como sendo a Forma Extraordinária do Rito Romano.

Forma Ordinária do Rito Romano: Na Forma Ordinária a Missa é celebrada conforme o Missale Romanum de 1969, promulgado pelo Papa Paulo VI. Esta forme é majoritariamente celebrada em língua vernácula, ou seja, a língua de cada país.

Forma Extraordinária do Rito Romano: Na Forma Extraordinária a Missa é celebrada conforme o Missale Romanum de 1570. Apesar de o Missal ter sido codificado no Concílio de Trento, ele está em uso, como a conhecemos, pelo menos desde o tempo do Papa São Gregório Magno. É utilizado atualmente de acordo com a edição de 1962, promulgada pelo Papa João XXIII antes o Concílio Vaticano II. Segundo as normas do Motu Proprio Summorum Pontificum do Papa Bento XVI, todo o clero ligado ao Rito Romano poderá celebrar a Missa seguindo a Forma Extraordinária.

4. Por que a Forma Extraordinária do Rito Romano às vezes é chamada de "Missa Tridentina" ou "Missa Tradicional em Latim"?

A Forma Extraordinária da Missa é um patrimônio da Igreja Ocidental. Essa liturgia é também chamada de "Tridentina" por conta do Concílio de Trento que ocorreu no século XVI. Talvez não seja essa a forma mais precisa de chamá-la, já que na época do Concílio de Trento já se tratava de um Rito antigo, no entanto, esta é a forma mais popular. Alguns a chamam ainda de "Missa Tradicional em Latim" por ser ela sempre celebrada em sua maior parte no idioma oficial da Igreja, o latim.

5. Por quais outros nomes é conhecida também à Missa na Forma Extraordinária?

Ela é muitas vezes chamada de:

"Rito Clássico", "Rito de São Pio V", "Usus Antiquor" (Uso Antigo), "Missa Gregoriana" (devido ao Papa São Gregório Magno) e, ainda que de forma imprecisa, apenas de "Missa em Latim" e mesmo "Missa de Sempre".

6. "Missa em Latim" não quer dizer apenas a Missa comum (segundo o Missal de Paulo VI) dita em latim?

A Forma Ordinária e a Forma Extraordinária possuem elementos similares, mas cada uma tem características distintivas. Por exemplo, cada forma tem seu próprio calendário litúrgico e ciclo de leituras. A Forma Ordinária possui múltiplas Orações Eucarísticas, enquanto a Forma Extraordinária usa exclusivamente o Canon Romano. Portanto, ainda que possa se utilizar do latim na Forma Ordinária, muitos conhecem à Missa Tridentina apenas por "Missa em latim" por esta rezar-se exclusivamente nessa língua.

7. Por que a Missa Tridentina é rezada em latim?

O uso do latim é um meio de manter a unidade da Igreja, como também de dar uniformidade aos seus serviços. O uso de uma única e mesma língua em igrejas Católicas espalhadas por todo o mundo é um elemento de ligação com Roma, fazendo uma só todas as nações separadas pela diversidade das línguas. O latim, como língua da Igreja, une todas as nações, fazendo-as membros da família de Deus, do Reino de Cristo. O altar é na Terra uma espécie de Jerusalém celeste, onde uma multidão de todos os povos e línguas se une ao redor do trono, louvando a Deus. E ainda, o uso do latim, a língua da Roma Antiga, é uma recordação constante de nossa dependência à Santa Igreja Romana, Mãe e Mestra de todas as Igrejas.

Além do mais, sendo o latim uma língua morta, faz-se uma defesa segura contra muitos males; não está sujeito a mudanças, permanecendo o mesmo através dos tempos. Línguas vernáculas, como é o caso do português, por estarem em uso constante, estão sempre passando por mudanças; palavras caem em desuso, outras têm seu significado alterado com o passar dos anos. Ao usar línguas vivas no culto divino, invariavelmente, interpretações errôneas e mesmo heresias podem adentrar à Igreja.

Vale lembrar também que na Missa Tridentina reza-se o Kyrie em grego e muitas outras palavras de origem hebraica são utilizadas. Juntas com o latim o grego e o hebraico são as três línguas nas quais se escreveu "Jesus Nazareno, Rei dos Judeus" sobre a Cruz de Cristo.

8. A Missa Tridentina não foi banida pelo Vaticano II?

O Concílio Vaticano II declarou, em relação a todos os ritos litúrgicos aprovados na época, que a Igreja "quer que se mantenham e sejam por todos os meios promovidos" (Sacrosanctum Concilium, 4). Um novo Rito Romano foi promulgado por Paulo VI depois do Concílio (Forma Ordinária), que é agora de uso disseminado. Mas a antiga liturgia latina (Forma Extraordinária) permanece em uso, e plenamente autorizada pelo Sumo Pontífice. A própria Missa de abertura (e fechamento) do Vaticano II fez uso da edição de 1962 do Missale Romanum, que há pouco havia sido publicada, sendo esse o Missal utilizado ainda hoje para a celebração da Missa Tridentina.

9. Por que restaurar a Forma Extraordinária em pleno século XXI?

O Catecismo da Igreja Católica afirma que: "A riqueza insondável do mistério de Cristo é tal, que nenhuma tradição litúrgica pode esgotar-lhe a expressão" (CIC, 1201). No mundo moderno, muitos católicos têm encontrado os benefícios espirituais de recuperar a herança de seu culto. A Forma Extraordinária alimenta à Fé Católica em meio à cultura de morte.

A liturgia da Igreja primitiva emergiu em um tempo de intensa perseguição e hoje, sendo os Cristãos cada vez mais perseguidos por sua Fé Católica, muitos são atraídos pela Missa antiga que ajudou a evangelizar o mundo que agora renega a Cristo. Como diz resumidamente o Catecismo, "a própria liturgia é geradora e formadora de culturas" (CIC, 1207).

10. Por que o sacerdote permanece de costas para o povo durante a maior parte da celebração da Missa Tridentina?

O mais correto seria dizer que o padre está voltado na mesma direção que o povo, visto que os participantes da assembleia são os beneficiários da Santa Missa e não seu destinatário, ou seja, a Missa é o culto de adoração por excelência do povo para Deus. Em verdade, na Missa Tridentina todos estão voltados para o Sacrário.

Em seu livro a "Introdução ao Espírito da Liturgia" o então Cardeal Ratzinger, hoje Papa emérito Bento XVI, afirma que:

"O sacerdote que se volta para a comunidade forma, juntamente com ela, um círculo fechado em si. A sua forma deixou de ser aberta para cima e para frente; ela encerra-se em si própria".

Isso não vemos ocorrer na Missa Tridentina.

A verdadeira conversão

Pe. Fr. Marcelo Aquino, O. Carm.

Avida do cristão convicto de sua fé deve ser uma incansável busca da conversão, se a vida do cristão não tiver como parâmetro a vida santa, a conversão sincera, não é digna desse nome (cristão).

A conversão deve ser a busca primeira de cada um de nós, nós, sobretudo, católicos herdeiros da verdadeira fé, precisamos nos empenhar na conversão de vida. Lutar contra os pecados é um exercício que devemos empreender sempre, e nunca se deixar abater quando cairmos no pecado, o que importa é levantar-se e recomeçar a vida pelo sacramento da penitência.

Deus deseja nos salvar, Ele preparou um lugar para cada um de seus filhos na morada eterna é preciso fazer tudo para sermos dignos desta morada, fazei penitência, rezai, confessai e comungai, essas são as armas da fé católica que nós nunca devemos nos esquecer de fazer uso.

A conversão será cada vez mais verdadeira à medida que nos esforçamos para crescer espiritualmente, e os instrumentos para isso nós temos, a busca da vida interior, o que isso significa? Significa que precisamos nos preocupar tanto com o interior como com o exterior, nosso ser deve se comunicar com Deus até quando estamos dormindo, é necessário falar com Deus sempre isso é diálogo de amor.

Para estimular a verdadeira conversão devemos nortear nossas ações sempre pensando no bem da Igreja e do povo de Deus, se aquilo que faço não trás prejuízo espiritual a Igreja eu devo empreender com todas as minhas forças, não podemos viver alheio ao que acontece a Igreja por meio de nossa conduta.

O pecado da omissão nos causa grande prejuízo, por exemplo, se você sabe que tem um padre que só celebra missa dia de domingo e você sabe que ele está errado, seu pecado agrava, não tenha medo de receber impropérios dele, diga: o senhor está agindo em prejuízo da Igreja. Veja o que são Beda o venerável disse a respeito disso: "Se o sacerdote deixa de celebrar, sem legítimo impedimento, priva a santíssima Trindade de glória, os anjos de alegria, os pecadores de perdão, os justos de proteção, as almas do purgatório de alívio, a Igreja de intercessão, e a si mesmo de medicina".[1]

A busca da conversão verdadeira, é a busca da santidade não se desanime se você tem tido muitas dificuldades nesta luta, Deus está contigo, mas é necessário lutar sempre.

Se cair lembre-se de levantar mesmo antes de se confessar comece a já fazer penitência, esforce o espírito para obter a contrição perfeita, jamais deixe que a vergonha te impeça de confessar seus pecados.

Quando nós não nos esforçamos para obter a conversão verdadeira nos sentimos mal quando, por exemplo, numa pregação ouvimos o que nos corrige, ficamos completamente cegos e não enxergamos a correção por aquele que tem a missão de nos corrigir, os sacerdotes.

Quando descobrimos o sabor da conversão, nossa vida ganha novos ares, a vida cristã quando vivida segundo os desígnios de Deus, ela se torna um jardim florido e de odor agradabilíssimo.

Fujamos, pois das coisas fúteis que nos impedem de servir a Deus na Igreja, fujamos de todos os caminhos que nos impulsiona para o contrário daquilo que Deus nos pede, fujamos de todos os "amigos" que tentam nos arrastar para a perdição.

A vida devota é a chama do amor de Deus, ela nos impele a buscar a perfeição no caminho de Jesus, a vida devota será cada vez mais profícua na medida em que desejamos uma verdadeira mudança de vida, quando desejamos agradar a Deus.


[1] Mensis Eucharistico - Mês Eucarístico Edições CNBB 2012.

A arquitetura das igrejas

Por Pe. Frei Marcelo Aquino, O. Carm

Mais uma vez me vem à inspiração de um tema que pode ser desconsiderado pela maioria das pessoas. A arquitetura das igrejas. Mas esse tema pode nos falar muito mais do que possamos esperar.

Tudo o que a Igreja faz tem um sentido, um objetivo, assim também se dá com a arquitetura nos templos católicos. A beleza revela Deus, por isso a Igreja sempre usou muita beleza para adornar a casa de Deus, existem muitos objetivos a serem cumpridos na arquitetura da igreja, por isso tem uma razão daqueles vitrais estarem ali na parte superior das igrejas, primeiro as coisas belas normalmente ficam no alto para nos remeter que devemos elevar nosso olhar para o céu, no intento de comtemplar a Deus.

A verdade é que na Igreja Católica até a arquitetura fala de Deus, nos impulsiona para Deus. Certa feita, um homem estava catequizando um recém-convertido, e ele lhe falava do reino dos céus, o homem explicava o sentido das escrituras e a doutrina da Igreja e caminhava, mostrava a beleza de Deus na natureza, e caminhava e explicava, dai chegou perto de uma bela catedral, o catequista disse, bem agora é a hora de entrar pela primeira vez numa igreja católica, ao entrar na catedral, o recém-convertido olhava para todos os lados maravilhado com o que via, e admirava as imagens, os vitrais, as pinturas e por fim olhou para o teto, vendo uma maravilhosa pintura onde aparecia Nosso Senhor, Nossa Senhora rodeado de anjos e santos, o recém-convertido exclamou, é aqui o céu de que tanto me falou?

Pois bem, eis para que serve a arquitetura das igrejas católicas, servem para evangelizar, servem para falar da beleza do céu sem dizer nenhuma palavra.

Primeiramente é preciso ter em mente a importância da arquitetura na igreja, a Igreja é mater et magistra, ela sabe o que é melhor para todos os homens e assim a Igreja sabendo que deve usar de todos os meios possíveis para atrair o povo para Deus. As pessoas que entram numa igreja católica de antigamente, na verdade essa pessoa entra numa atmosfera de mística, a arquitetura deve falar de Deus, por isso o ambiente é ricamente adornado com belas pinturas de passagens da sagrada Escritura, passagens da vida de Nosso Senhor Jesus Cristo, passagens da vida de Nossa Senhora e dos outros santos.

A beleza da arquitetura nas igrejas antigas, não tem outro objetivo, senão elevar as almas a Deus, a beleza das igrejas não é um mero ponto de estética, mas ali está um ponto muito importante, pois na igreja não tem só letrados, tem muita gente que não sabe ler, e essas pessoas aprendem sobre o mistério de Cristo pelas imagens e pinturas das igrejas. Pois a presença da imagem ali não tem um objetivo de estética, mas sim o objetivo de evangelizar, não só os iletrados, mas também os letrados, pois uma imagem fala mais que mil palavras.

Para poder se beneficiar daquela beleza, é preciso ver e refletir, as imagens demonstram a piedade que todos nós devemos ter diante de Deus, e não só diante de Deus.

A Igreja deseja que todo homem seja levado a Deus, a Igreja acredita que o ambiente seja apropriado para contribuir com a pregação ali feita, o ambiente deve favorecer ao objetivo ali buscado, assim como para que os alunos tenham um melhor aprendizado, ele deve dispor de uma boa estrutura em sala de aula.

Infelizmente hoje a arquitetura das igrejas modernas não levam os fiéis ao transcendente, mas pelo contrário, os tira da transcendência, hoje uma igreja nova parece mais com igreja protestante e também com a nossa própria casa, e às vezes a nossa casa pode parecer mais igreja do que a própria igreja é uma perda lamentável para as novas gerações.

A Igreja sábia procura em tudo tirar um proveito em benefício das almas, e não é diferente na elaboração da arquitetura, seria muito bom se nesse pequeno artigo, tivéssemos a possibilidade de enriquecer com fotos de igrejas antigas, para mostrar com imagens o que aqui queremos fazer entender.

O mínimo que se podia esperar na arquitetura moderna é a presença do crucificado no centro do altar, na parede atrás do padre e no altar defronte ao padre, existem padres que não admitem que o crucifixo fique no meio, pois o centro não é Cristo, mas o padre, quem tem que aparecer é o padre, e Cristo é uma figura insignificante.

Brasil conservador

Por Pe. Fr. Marcelo Aquino, O.Carm.

A ausência de compreensão do significado das palavras produz grande confusão mental nas pessoas, sobretudo nos menos esclarecidas. São muitas as palavras que fazem as pessoas terem uma rejeição de imediato sem, contudo, terem consciência do seu real significado.

Começarei por uma palavra muito defendida nas discursões de uma tal cidadania, que é o preconceito. A maioria esmagadora das pessoas não sabe que ter preconceito não é um problema, não é um crime, pois o preconceito é apenas a premissa do conceito, ninguém tem o conceito das coisas sem antes ter o preconceito, portanto, o problema é continuar no preconceito sem passar para o conceito.

Mas o que domina as discussões é, apenas o combate ao preconceito, mas as pessoas que defendem isso não tem a mínima ideia do que é o preconceito, na maioria das vezes ele nunca estudaram a etimologia da palavra, mas apenas repetem o que os outros falam sem discernir, aliás, discernir é outra palavra pouco conhecida da grande massa.

A outra palavra que gostaria de expor nesta reflexão é a palavra conservador, o que se ouve muito Brasil afora é que devemos ter nojo de conservadorismo, mas na verdade as pessoas não conseguem compreender que conservar é um ato salutar, se conserva o que é bom, o normal é fazer o possível para conservar o que vai servir para a humanidade, é o que fazemos com a literatura, todos nós acreditamos que a leitura é uma grande "arma" contra a ignorância, por isso conservamos o costume de preservar bibliotecas e estimular o gosto pela leitura.

Manter um museu como aquele que foi consumido pelas chamas na Quinta da Boa Vista no Rio, é um ato conservador, pois ali se encontrava grande parte de nossa história. Quando não se compreende o significado das palavras a pegamos como o nosso inimigo e pela qual irei usar todas as minhas forças para poder banir da sociedade.

Uma coisa que muitos não querem aceitar, é que o Brasil é conservador, o seu povo preserva as tradições que nortearam a civilização ocidental e não abrem mão de seus costumes, de ter um filho que é educado a pedir a bênção aos pais, aos padrinhos, que conseguem sentir a importância da vida em família, de ter filhos e pensar num futuro em que os pais terão seus netos e vão pode contar histórias para eles.

Já foi mostrada diversas vezes que a grande maioria dos brasileiros que são cristãos e até mesmo quem não comunga da fé cristã a maioria esmagadora são contra o aborto e são abertos à vida, como Deus quer.

Mas quem fala contra os conservadores, falam sem conhecimento da palavra ou são realmente pessoas decididas a destruir uma civilização que deu certo.

Fingem que são democráticos, mas agem como ditadores, não aceitam a vontade da maioria se essa for contrária à deles, eles exercem uma verdadeira ditadura, a ditadura do relativismo, promovem as maiores às atrocidades e jogam a fama de ditadores nos outros e se fazem de vítimas, tudo isso é fruto de desonestidade intelectual, quando eu escondo que defendo ditadores que mataram inúmeros homossexuais e políticos contrários ao meu regime e saio como defensores das "minorias" especialmente os homossexuais e afins.

O Brasil precisa acordar para impedir que esses verdadeiros ditadores não façam da nossa nação um curral onde eles criam os gados deles para fazer o que quiserem.

Já está na hora de acordar para resistir ao discurso ridículo de que não podemos ser a favor de matança de bois para fazer churrasco, pois foi justamente para isso que Deus criou os bois, não foi para termos bois vovôs.

Todos aqueles que fazem discursos contra o conservadorismo, na verdade fazem discurso contra o Brasil, quem não aceita a vontade do povo, não aceita o povo.

O Brasil é conservador e é dos brasileiros, o nosso país nunca pertencerá a um partido político por melhor que ele seja, e quem vai reger nossa nação é Deus porque assim o povo o quer, não adianta gritar que o Brasil é laico, pois o Brasil pode ser laico, mas o povo é cristão e religioso e isso ninguém pode tirar do povo, a maioria dos brasileiros quer que Deus esteja acima de nós e não nós acima de Deus.

Não adianta querer pagar de bonzinho, defensor das "liberdades", da "cidadania", da "democracia", pois o nosso povo não é burro e sabe diferenciar o lobo da ovelha. A nossa defesa é para que a família grande projeto de Deus seja preservada como a conhecemos e possamos criar nossos filhos na decência e moral que nós acreditamos e não na que os ideólogos querem fazer goela abaixo.

O real valor da Eucaristia

Por Frei Marcelo Aquino, O. Carm

A Divina Eucaristia, como dádiva para a vida dos homens. Nem o uso das palavras mais rebuscadas do dicionário é capaz de manifestar o real valor contido no Santíssimo Sacramento, vamos no decorrer destas poucas linhas tentar levar a cabo essa missão, mas, sem pretensão de encerrar os argumentos que nos encaminham para o pleno conhecimento da Majestade Divina, que é Jesus no Santíssimo Sacramento.

Como disse outrora, a Igreja é um mistério, e a Eucaristia é o centro desse mistério, pois como acreditamos, a Eucaristia dá a vida a Igreja. Existe um caminho, o qual podemos usar o termo cunhado por santa Teresa de Jesus, que é o caminho de perfeição, esse caminho se chama oração, é realmente a oração quem nos encaminha para os átrios de Deus, e é também a oração quem nos poderá ajudar a crescer no conhecimento da verdade contida no augustíssimo sacramento que nós maravilhosamente temos o acesso na Santa Missa, mas infelizmente muitos comungam sem, contudo, saber o que estão fazendo, e como podemos descobrir isso? Basta olhar a postura de quem comunga, não estamos aqui estimulando o julgamento, antes, essa orientação deve servir para nos corrigir em primeiro lugar, não para corrigir o outro, lembre-se sempre da máxima do Santo Evangelho, hipócrita primeiro tire a trave que está no teu olho, então poderás ver com clareza para tirar o cisco do olho do teu irmão.

Se percebe que as pessoas não estão com plena consciência do que seja a Santíssima Eucaristia quando ela não se confessa há anos, e, contudo, comunga em todas a missas, quando ela não sabe nem como receber a comunhão, vem como que com um alicate pegar a hóstia, existe também aquelas pessoas que pensam que receber a comunhão na boca é piedade demais, mas aqui eu faço uma pergunta, desde quando é errado tratar Jesus com piedade? Vemos então que os valores estão invertidos, a piedade é essencial na recepção da Santíssima Eucaristia, por isso existe o genuflexório, o genuflexório, não existe para outra coisa senão, para que possamos de joelhos reconhecer a realeza do Divino Salvador , mas infelizmente muita gente na Igreja acredita que vamos a Santa Missa para nos divertir, para nos sentir bem, para ver as pessoas, para passar o tempo, e assim se eu for enumerar, ficaremos dias dando exemplos de coisas que não devia ser o motivo de irmos à Santa Missa, o motivo principal de irmos a Santa Missa é prestar a Deus culto de louvor, adoração, ação de graças e de súplica. E aqui devíamos ter em mente que nossa súplica devia ser sempre em favor dos bens espirituais, e nunca em favor de bens materiais, pois nós não somos protestantes, embora muitos se comportem como se o fossem.

O protestante tem um objetivo claro diante de Deus: tirar tudo de material que for possível para ele, o católico deve ter em mente que nossa vida toda deve ser somente de súplica de perdão, pois Deus é tão maravilhoso, e nós tão desgraçadamente o ofendemos, Deus nos dá graças sem fim, e nós o trocamos por uma novela, por um futebol, por um jogo de baralho, por um banho de praia, por uma roda de conversas frívolas.

E por que devemos a Deus tributar somente pedidos de perdão? Porque nós não deveríamos pedir nada a Deus, pois ele nos deu tudo: Nosso Senhor Jesus Cristo, será que é necessário mais alguma coisa em nossa vida? Se a resposta for sim, é porque você não sabe o que é a Divina Eucaristia, no dia em que descobrirmos o seu real valor, vamos mudar totalmente nosso modo de pensar e de agir.

No dia em que a consciência a respeito desta dádiva de Deus para a vida humana for plena, então ninguém mais esquecerá de traçar o sinal da cruz quando passar em frente de uma Igreja Católica, ninguém vai passar defronte o sacrário sem fazer a genuflexão, ninguém vai ter a coragem de criticar o fiel que prefere comungar de joelhos e na boca, ninguém vai ter coragem de usar qualquer roupa para ir à Santa Missa, ninguém vai ter coragem de aceitar a auto comunhão, ninguém vai aceitar que o padre fique sentado e um ministro faça as vezes dele, ninguém vai achar normal que um ministro extraordinário prepare as oferendas no lugar do padre ou do diácono., e assim caros leitores eu ficaria aqui durante horas escrevendo coisas reprováveis que são inadmissíveis para uma pessoa que tem compreensão do seja a Divina Eucaristia, o pão que os anjos só podem adorar, e que só aos homens é dado o direito de se alimentar, o corpo de Jesus Sacramentado, alimento para alma, cura de nossas feridas, já dizia santo Tomás de Aquino, "Tanto possas, tanto ouses, em louvá-lo não repouses: sempre excede o teu louvor!", e mais ele diz essa verdade nobilíssima: "Faz-se carne o pão de trigo, faz-se sangue o vinho amigo: deve-o crer todo cristão".

A verdade é que a medida em que tomamos consciência da maravilha que é participar do Banquete do Cordeiro, nossa conduta de vida começa a ser refeita pelo amor que a Eucaristia nos impõe, depois de conhecer a Jesus Sacramento é impossível manter a vida velha, do homem velho, nós abraçamos a graça de Deus pela adesão a vida do homem novo.

Uma das coisas que mudará drasticamente em nossas vidas, é o modo como encaramos o sacramento da penitência, a partir desse momento nossa vida irá dá uma guinada em direção ao eterno, que nos sentiremos como que um pássaro que voa ao encontro do infinito, pois Deus nos cerca de carinho e proteção, deu-nos o tribunal da misericórdia, e nós fazemos pouco caso dele, Deus é o juiz misericordioso que nos chama a conversão e nos apresenta um novo plano de vida, o ato mais corriqueiro de Deus é te acolher na misericórdia pelo sacramento da penitência.

Então deixe de resistir ao amor de Deus e vá procurar um sacerdote católico e faça seu exame de consciência e em seguida confesse seus pecados, abale o inferno com sua confissão, mas agrade a Deus cause terror ao satanás, pois ele odeia quando você se confessa, pois sabe, que a confissão é o "passaporte" para participar do banquete que o Justo juiz lhe preparou. Mais uma vez recorremos ao doutor angélico "Se não vês nem compreendes, gosto e vista tu transcendes, elevado pela fé. Pão e vinho, eis o que vemos; mas ao Cristo é que nós temos em tão ínfimos sinais". Santo Tomás de Aquino, rogai por nós!

A cegueira espiritual

Por Frei Marcelo Aquino, O. Carm

O que leva a cegueira espiritual é uma pergunta que nos fazemos no decorrer da vida cristã católica. Essa resposta, no entanto, deve ser buscada com maior intensidade, para poder realizar as manobras possíveis das correções a fim de recolocar a vida espiritual em dia para o que venha o progresso espiritual.

Alguns passos são necessários para poder alcançar o caminho certo para poder conseguir curar a cegueira espiritual. A vida de oração precisa está bem ordenada, para que a pessoa possa de fato colocar o "trem nos trilhos", essa luta é árdua e deve ser perseguida diariamente por cada um daqueles que desejam a vida santa.

A cegueira espiritual, como o enunciado já disse, produz uma cegueira, e a pessoa com tal problema, não consegue enxergar nada de errado na vida dela mesma, mas consegue ver tudo o que tem de errado na vida dos outros.

O grande erro de não enxergar seus próprios erros e pecados, faz com que o penitente, siga denunciando os erros dos outros, como se ele fosse perfeito, essa cegueira impede que ele mesmo melhore, mas o impele a tentar ver o que de errado o outro faz.

Na verdade, para poder conseguir dar passos nesta luta, a pessoa precisa todos os dias ter em mente que suas primeiras palavras ao acordar devem ser, Jesus filho de Davi tem piedade de mim que sou pecador. É preciso se acusar de seus pecados a todo instante, assim, como devemos fazer na confissão sacramental. Essa atitude vai nos colocando na real situação em que nós nos encontramos, e nos pede a busca da solução desse problema espiritual.

O exercício da oração pessoal, a luta para resolver os entraves que impedem que eu cresça espiritualmente, devo ser constante, eu nunca devo me dar por vencido de que já alcancei o patamar que precisava para poder ser de fato um cristão católico autêntico.

Luta oração e sacrifícios, devem ser os instrumentos para podermos alcançar de deus tudo aquilo que precisamos para ser o que devemos ser para Deus, esse deve ser nosso objetivo, o que tinha que ser para o mundo já o somos, precisamos nos esforçar para ser o melhor para Deus.

A virtude teologal da esperança é um instrumento necessário para poder conseguir dar os passos na luta para sair da cegueira espiritual, mas munido dos instrumentos necessários, se deve começar urgentemente a combater o erro pela raiz. A vida espiritual será cada vez mais prodigiosa, à medida que o penitente sente desejo de sempre melhorar cada vez mais, quando ele cai no conformismo, dizendo o que eu faço já é de grande tamanho, aí reina o fracasso espiritual do qual todos nós devemos fugir.

Quando buscamos melhorar nossa vida espiritual, ganhamos um novo vigor, assim como aquele que sentimos ao sair do confessionário depois de fazer uma boa confissão sacramental.

A cegueira espiritual é um mal tão grande que faz com que a pessoa afunde em seus pecados sem nem ao menos perceber, e o pior é que o anjo da guarda da pessoa fica o tempo todo tentando faze-la perceber a situação em que se encontra e a cegueira não permite.

A intimidade com o anjo da guarda é muito importante para lutar contra esse mal, deve-se pedir sempre o auxílio do anjo da guarda para poder perceber a teia do mal que nos cerca e nos cega. Esse auxílio se consegue por meio da oração pessoal e da conversa na oração com o anjo da guarda, não precisa ser audível, mentalmente mesmo podemos pedir a ajuda do nosso anjo sempre.

O sentimento que toma nosso ser é de ser imensamente gratos a Deus, pois Ele nos cumula com seu amor, a cada absolvição recebida no sacramento da penitência. Mas esse sentimento deve nos impelir a buscar aprofundar a busca da vida santa, e não permitir que o sentimento de que já estou pronto, tome conta de mim.

Pelo contrário, o sentimento de gratidão a Deus pelo perdão recebido deve se converter em busca de uma vida de oração mais profunda, por isso é salutar fazer uma penitencia maior do que aquela recebida do sacerdote, se ele te mandou rezar um terço, reze dois, se ele te mandou ficar dois dias se assistir televisão, fique quatro, se ele te mandou ler um capítulo da sagrada escritura, leia dois ou três, e assim, vamos nos empenhando para ser mais próximos de Deus.

Outra forma muito benéfica para a alma é já começar a fazer algum tipo de penitencia antes mesmo de se confessar, isso para preparar o espírito para receber a dádiva da misericórdia.

Sem a luta espiritual, rezar incrementar a vida de oração, também ensinar quem não sabe a rezar e fazer leituras espirituais, é muito importante no processo de busca de uma vida interior mais intensa e longe dos pecados que tira nosso estado de graça e nos torna indignos de receber a santíssima eucaristia.

A relutância em frequentar o confessionário também contribui para que a cegueira espiritual se agrave, nenhum católico devia passar mais de um mês sem se confessar, para o próprio bem de sua alma, pois ao receber o remédio do perdão de Deus nos tornamos cada vez mais fortes para enfrentar a luta espiritual contra o pecado.

Muitas almas se perdem por acreditar que só porque nunca matou e nem roubou a ninguém, por isso não precisam se confessar e isso é uma coisa que alegra muito o satanás, pois ele quer que nós pensemos que somos perfeitos e muito bons, e na verdade sabemos que não o somos, a realidade é bem diferente disso.

Mesmo que não consigamos perceber a gravidade do nosso pecado, devemos sempre procurar o sacramento da penitência, mesmo que seja somente para confessar pecados veniais, não importa, não adie sua ida ao confessionário, antes se prepare, reze pelo seu confessor, reze pelos penitentes e por aqueles católicos que não tem o costume de se confessar, para que todos nós nos convertamos e passemos a buscar com mais frequência o tribunal da misericórdia divina.

A inquisição realmente existiu?

Por Frei Marcelo Aquino, O. Carm

 É inevitável que o nosso estudo proporcione outra resposta que não seja o sim, a inquisição existiu, ninguém em sã consciência diria o contrário, mas, a verdade dos fatos, revela que a história que chegou até nós sobre esse tema fora deturpada. Foi por volta do ano de 1233 com a bula papal Licet ad capiendos que surgiu o chamado Tribunal do Santo Ofício, o Tribunal da Inquisição como ficou popularmente conhecido. Instituído pelo Romano Pontífice Gregório IX, esse tribunal surgiu para barrar injustiças existentes no mundo acerca da condenação de pessoas sem que passassem por uma investigação e julgamento.

O que muita gente não sabe, ou fazem questão de não saber é que a inquisição não matou a população mundial como dizem os professores de "história", a verdade dos fatos é bem diferente. Aqui tentarei trazer à tona alguns dos acontecimentos distorcidos, não será possível falar de todos, pois precisaríamos de uma série de pequenos artigos, mas nos detenhamos em alguns relatos que nos mostram a deturpação da real história da inquisição.

Nossa primeira argumentação será sobre a inquisição numa determinada cidade da França chamada Toulouse, esta cidade francesa, que hoje conta com uma população de 441, 802, na época da inquisição tinha pouco mais de 200 mil habitantes, até aqui nada de extraordinário, se não complementasse a informação, dizendo que os "historiadores" ensinam em seus estudos que só nesta cidade francesa a inquisição ceifou a vida de mais de 3 milhões de habitantes, e aí nós descobrimos que realmente a verdade não está com tais historiadores. Será que algum matemático é capaz de resolver essa incógnita? Como será que faz para matar três milhões de pessoas num universo de pouco mais de duzentos mil?

Será que é sabido de todos que o objetivo da inquisição era fazer com que as pessoas saíssem de seus erros e fossem absolvidas? Não. É claro que não, os historiadores fazem questão de dizer que a inquisição era para que o papa ficasse feliz por matar muita gente, essa mentira tosca, é sustentada por muitos anos, eles não têm a mínima ideia de informar que o tribunal fora criado para barrar a injustiça, pois esse foi o primeiro tribunal na história da humanidade a exigir as provas de que a pessoa realmente era culpada, o tribunal fazia a investigação do crime e também não se tem interesse de tornar público e notório que o tribunal proibia o uso da tortura, essa informação provavelmente é irrelevante.

Outra informação omitida pelos "historiadores" é a de que a inquisição só julgava pessoas católicas, nenhuma pessoa não católica sofreu as penas daquele tribunal. Outra informação que também é tida como irrelevante, é que as condenações eram executadas pelo Estado e não pela Igreja, esta, nunca teve a autoridade de matar nem prender ninguém como aquele.

A maioria dos "condenados" recebiam as penas de rezar o terço, rezar ave Marias e fazer penitências. Sem falar nas várias tentativas dos padres de fazer com que o penitente se declarasse arrependido para livrar-se das penas.

Em 2016 o Vaticano abriu os arquivos para mostrar os registros oficiais do Tribunal do Santo Ofício, e tais documentos revelam que realmente a mentira dominou a mente dos historiadores e causaram grande prejuízo ao conhecimento humano ao longo de muitos séculos.

Mas por que será que estes mesmos historiadores esquecem de informar sobre a Inquisição Protestante? Será que eles a desconhecem? Não. Eles sabem muito bem de sua existência, mas, preferem esconder a verdade dos fatos, pois não são fiéis a verdade, mas preferem defender com unhas e dentes a "verdade" deles, produzidas por eles para atender puramente aos anseios deles.

Será que os "historiadores" não sabem que a inquisição protestante matou infinitamente mais pessoas que a católica? Não defendemos aqui a inquisição católica pelo simples fato de ter levado a condenação menos pessoas, não, não queremos ser levianos, aqui defendemos que um mal menor é tido como maior, ao passo que o mal maior é varrido para debaixo do tapete, a Inquisição foi um tribunal muito à frente de sua época, pois rejeitava absolutamente qualquer tipo de tortura para obter informações do indivíduo. A inquisição protestante matou só no Brasil no Estado do Rio Grande do Norte mais de 30 pessoas, os chamados protomártires do Brasil beatificados por são João Paulo II. Não é muito difícil entender, por que o holocausto que matou mais de seis milhões de pessoas, é, infinitamente, menos citado, que a Inquisição que não matou sequer 100 mil pessoas, mais uma vez lembrando, que o fato de ter levado a morte, menos de cem mil pessoas, seja o motivo de dizer que não foi uma coisa errada, mas é preciso ser fiel a Verdade.

A vida sobrenatural

Por Pe. Fr. Marcelo Aquino, O. Carm.

Todo católico deve ter em mente três grandes "ambições", ser melhor espiritualmente, aumentar sempre mais o amor por Deus e o desejo de ser santo. Sem essas "ambições", fica difícil dar passos largos na busca da vida sobrenatural, mas essa não busca deste estilo de vida se dá por causa do não conhecimento do que isso implica na vida do católico em seu caminhar.

A vida sobrenatural muito pouco conhecida e muito pouco buscada é aquela vida em que nossa união com Deus já está de tal forma sólida que conseguimos realizar atos que naturalmente não conseguiríamos realizar.

No progresso espiritual que precisamos alcançar podemos realizar esses atos que estão acima dos atos naturais. Por exemplo, Nosso Senhor Jesus Cristo conseguiu fazer quarenta dias de jejum, não foi somente por Ele ser Deus, mas também por sua união íntima com o Pai, pois, ele sendo Deus se fez um de nós, sendo assim, poderíamos dizer como Ele se tornou um de nós, portanto, como nós, Ele não poderá fazer atos sobrenaturais, e é ai que nos enganamos, porque mesmo sendo pecadores, mesmo sendo pobres mortais, nós podemos crescer de tal modo na intimidade com Deus que possamos realizar tais atos.

Outro exemplo de que todos nós podemos alcançar a vida sobrenatural são os santos Padre Pio e São João Maria Vianney, eles ficavam mais de dez horas no confessionário atendendo confissões sem comer e nem beber água, isso aos nossos olhos parece impossível, mas acontecia, outro exemplo foi à morte de são Lourenço, ele foi queimado vivo, e quando estava sendo assado na grelha depois de um tempo ele disse esse lado já está assado, agora virem para o outro lado, isso é uma prova contumaz que ele alcançara a vida sobrenatural.

E a história nos mostra quantas pessoas conseguiram alcançar isso, como, por exemplo, são Pio de Pieltrecina, São João Maria Vianney, Santa Maria Madalena de Pazzi, Santa Teresinha, Santa Gema Galgani e tantos outros santos e também centenas de cristãos católicos que não foram reconhecidos pela Igreja, como santo.

O santo rosário

Por Pe. Fr. Marcelo Aquino, O.Carm.

A tradição da recitação do santo Rosário é muito antiga na Igreja, essa prática é recomendada primeiro pela própria santíssima Virgem Maria, como pelos santos padres, como meio eficaz de se ganhar indulgências para o progresso espiritual que todos nós precisamos alcançar na vida católica.

A virgem Maria em várias de suas aparições tem renovado o pedido de que os católicos do mundo inteiro recorram a salutar oração do Rosário para obterem as graças necessárias para viverem seus deveres de estado.

No decorrer da história da Igreja foi o santo Rosário um grande aliado dos católicos no combate a grandes males que a humanidade sofria, foi com o santo Rosário que o papa são Pio V conseguiu vencer a batalha de Lepanto em 1571, o Romano Pontífice confiou a Nossa Senhora a vitória que necessitava a Europa quando o Império Otomano tentava invadir para expulsar o cristianismo e fazer dos povos cristãos novos muçulmanos, o papa recorreu ao Rosário convocando todo o mundo cristão e não somente a Europa, para travar uma cruzada de orações e eis que a vitória foi certa, no dia 7 de outubro Nossa Senhora expulsou os invasores das terras cristãs.

A Igreja, segundo o novo manual de indulgências do papa Paulo VI, concede uma indulgência plenária a quem reza o terço em família, nas condições habituais (ter se confessado recentemente, ter comungado e rezado pelo Papa).

O cristianismo é a religião da oração, é na oração que os cristãos se apoiam para obter de Deus os bens que necessitam, especialmente o bem do estado de graça e da perseverança final sem apostatar da fé verdadeira, a respeito disso nos disse o próprio Senhor, quem perseverar até o fim no caminho que eu indiquei, esse será salvo. (Mt 24, 13).

Portanto, meus irmãos, precisamos fazer uma nova experiencia de redescobrir a oração salutar do santo Rosário, essa oração pode ser nossa companheira de todos os dias, pois quem quiser obter a paz para a família, não deixe de recorrer ao santo Rosário.

Sabemos que o Rosário não é apenas o terço que a maioria dos cristãos rezam, mas três terços, meditando os mistérios Gozosos, Dolorosos e Gloriosos, formando assim uma coroa de cento e cinquenta rosas de orações a Santíssima Virgem, lembrando que os mistérios luminosos não fazem parte do Rosário, ( na própria instituição dos novos mistérios o papa nos diz: mas que são mais um motivo para rezar, O Papa João Paulo II, por meio da carta apostólica Rosarium Virginis Mariae, de 16 de outubro de 2002, sugeriu uma nova série de mistérios, os chamados Mistérios Luminosos. Essa nova série de mistérios disponíveis para contemplação não alterou o formato do Rosário, que continua sendo de 150 Ave Marias, ou três Terços de 50 Ave Marias com os 3 Mistérios: Gozosos, Dolorosos e Gloriosos), pois rezar nunca é demais, aliás precisamos muito mais de oração do que possamos imaginar.

É muito salutar o apostolado de dar e de ensinar as pessoas a rezarem o santo Rosário, é importante que quem tiver condições ofereçam sempre a alguém que não tenha, um terço como popularmente chamamos, para que se cresça ainda mais essa devoção tão querida pela santíssima Virgem Maria.

O Rosário ao contrário do que muita gente pensa, é uma oração cristológica, pois nele meditamos os mistérios de vida de Nosso Senhor Jesus Cristo, e por que também se fala de Nossa Senhora? Porque é impossível separar Maria Santíssima de seu Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo.

Todas as vezes que presenteamos uma pessoa com um terço e ensinamos os que não sabem rezar a rezarem, agradamos muito o Imaculado Coração de Maria Santíssima, precisamos crescer neste amor e devoção, para podemos alcançar as graças de que necessitamos e para poder alcançar a conversão dos não católicos levando-os ao aprisco de Cristo.

Ninguém é tão pobre que não possa dar um terço a quem não tem, façamos essa experiencia e vejamos como Deus nos mostrará sua alegria em ver seus filhos reunidos em oração para estimular a amizade com Ele.

A bem-aventurada e sempre virgem Maria muito se alegra em ver que seus filhos se unem a ela para ajudar na salvação do mundo inteiro, que nós possamos nos empenhar em pescar almas para Nosso Senhor, busquemos testemunhar Jesus com a vida, para que cresça o número dos que serão salvos.

Nossa Senhora revelou a são Domingos de Gusmão que o terço é uma poderosa arma contra o satanás, pois bem, se nos sentimos soldados de Cristo Jesus, nos empenhemos em lutar pelo bem de sua Igreja e pelo triunfo do Imaculado Coração de Maria, para que todo homem reconheça o senhorio de nosso Deus, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para a maior glória de Deus Pai.

Ao encontrar um sacerdote

Pe. Fr. Marcelo Aquino, O. Carm.

Muitas vezes na nossa vida deixamos muitas coisas importantes no que tange o espiritual passar despercebido. A seguir mostrei alguns exemplos.

São poucos os católicos que sabem do benefício espiritual de se usar por exemplo, o santo escapulário de Nossa Senhora do Carmo. Além disso desconhecem as obrigações e também o modo de usar. O escapulário deve ser usado no pescoço e tão somente no pescoço, nunca no braço ou no pé ou em qualquer outro lugar.

Quem usa o escapulário, deve rezar todos os dias três ave Marias além de suas outras orações pessoais, deve beijar o santo Bentinho todo dia ao acordar e invocar a Rainha dos Carmelitas.

Mas o objetivo principal deste pequeno texto é instruir os fiéis acerca do comportamento ao encontrar um sacerdote católico em seu caminho.

Deve-se ater que encontrar um sacerdote no seu caminho é uma benção de Deus para você, portanto, se deve imediatamente cumprimenta-lo pedindo a benção e não querendo beijar seu rosto, não se cumprimenta um sacerdote beijando o rosto e nem abraçando-o.

Ao pedir a bênção, o fiel deve responder Amém, quando receber a benção e não obrigado, como algumas pessoas respondem.

São Francisco de Assis disse que se em seu caminho encontrasse um anjo e um sacerdote, primeiro saudaria o sacerdote e em seguida, o anjo, pois embora o primeiro viva na presença de Deus, o segundo trás Deus para os homens.

É importante que os fiéis católicos tenham consciência de que a presença sacerdotal é de salutar importância para o progresso espiritual de um povo, disse certa feita são João Maria Vianney, deixe uma paróquia sem um cura e os fiéis viram bichos.

A assistência espiritual de um sacerdote é de grande valor para quem deseja alcançar a santidade desejada por Deus para todos os seus filhos.

Quando de fato, os fiéis tomarem consciência do milagre que Deus proporciona a humanidade pelas mãos do sacerdotes por meio da transubstanciação, eles irão enxergar melhor o homem de Deus e de certa forma tirar todo o proveito possível do ministério que Deus instituiu não para o próprio padre, mas para os outros, o sacerdote não é para si mesmo, mas exerce um ofício sagrado pela salvação das almas.

Rezai pelos sacerdotes, auxilia-os nos serviços da missão sacerdotal, colocai seus nomes em primeiro lugar nas orações e verás que Deus fará obras ainda maiores das que tem visto acontecer.

Por meio do sacrifício da santa Missa, o sacerdote, liberta almas do purgatório, dá alívio aos doentes, abre o caminho da conversão e instaura o Reino de Deus.

Os milagres que acontecem na santa Missa são incontáveis, talvez os anjos tenham a consciência, mas nem o próprio sacerdote tem como perceber toda chuva de graça que advém desse sacrifício ilibado.

Portanto, alegrai-vos e exultai quando em seu caminho encontrardes um homem de Deus que trás na veste de luto um grande não ao mundo e um fervoroso sim a Deus.

O sacerdote é um ministro de Deus, e deve se ocupar das coisas referentes a Deus, empenhando-se constantemente para melhorar o trabalho dedicado a Deus e a salvação das almas.

Pois o sacerdote é um homem sangrando que cuida de feridos, tendo essa imagem na nossa mente saberemos como agir com um ministro de Deus, e teremos condições de escolher entre condenar quem nos absolve ou rezar para que se reestabeleça sua dignidade sacerdotal.

Os fiéis no entanto, precisam entender que o sacerdote é um homem e isso significa que não podemos exigir dele coisas como se ele fosse Deus, assim como os leigos pecam, o sacerdote infelizmente também peca, e só pode se escandalizar do erro do sacerdote quem nunca cometeu nenhum pecado.

"Cada sacerdote, embora ordenado para ser um Pedro, conserva dentro de si a fragilidade da natureza de Simão. Descreve São Paulo a guerra civil que daí decorre entre Pedro e Sião"

Assim, como o sacerdote não deve se escandalizar ao ouvir confissões, infelizmente a humanidade é frágil e inclinada para o pecado, o que deve nos fazer mais sensíveis uns com os outros.

Porém, isso não significa apoiar ou aprovar o erro, o erro deve ser combatido, mas não se combate o erro matando o pecador, mas auxiliando-o na busca da correção.

Quem condena o sacerdote por seus erros, está agindo no lugar de Deus.

Como devo comungar

Por Pe. Fr. Marcelo Aquino, O. Carm.

O ato de ir à mesa da comunhão receber o santíssimo Corpo e Sangue Alma e Divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo é um ato que pode ter dois lados. O apostolo dos gentios nos ensina que quem comunga sem discernir, comunga a própria condenação.

São Tomás de Aquino nos diz que o corpo sacrossanto do Senhor traz vida e morte. Mas como entender isso? Ao afirmar que o santíssimo corpo de Nosso Senhor pode nos dar a vida e pode também nos trazer a morte, na medida em que estamos em estado de graça comungar nos faz um bem grandioso, mas se não, nos faz também um mau grandioso.

Portanto, se faz necessário orientar os fiéis como devemos nos preparar para poder participar do corpo de Cristo. A primeira e mais importante orientação, sem desprezar as seguintes, é que o fiel católico deve procurar o sacramento da confissão mais vezes durante o ano.

Muitas almas se perdem por acreditar que basta confessar-se antes da páscoa, mas a orientação da Igreja sobre isso nos diz que, Que devemos nos confessar PELO menos pela páscoa da ressurreição, o substantivo pelo menos, não significa somente, como a grande maioria das pessoas tem interpretado, mas essa interpretação também é usada ao bel prazer do fiel, por exemplo, a doutrina da Igreja nos ensina também, que devemos comungar Pelo menos pela páscoa da ressurreição, e aqui a minha pergunta, por que será que essa ultima orientação não é interpretada como a primeira? Ou seja, todos os dias do ano as pessoas comungam, aquelas que frequentam a missa diária, ou aquelas que vão aos domingos.

Tomado a consciência da importância da confissão, passemos  agora para as outras orientações também importantes e pertinentes, na vida espiritual dos fiéis católicos.

O mesmo pão que alimenta nosso espírito de saciedade de Deus pode de acordo com a nossa má conduta, nos esvaziar de Deus, pois depende de nossa disposição para poder oferecer seus efeitos mais eficazes para nossa alma, a graça bem faceja, pode nos conceder inúmeros benefícios, mas isso depende de nossa abertura para Deus, quando não nos esforçamos para preparar nosso coração para receber tão ilustre hospede, nos sentenciamos de uma grande condenação.

Portanto, não estando em estado de graça, não se aproxime nem do altar, busque o remédio da alma e se prepare para receber o santíssimo sacramento do altar, sem a devida preparação, é prejuízo receber o corpo de Cristo.

A oração pessoal é de grande valia para os fieis que comungam, ela deve ser mais presente na vida espiritual, é salutar que os católicos rezem o terço todos os dias, que façam alguma leitura espiritual dos escritos dos santos, que procurem fazer sempre algum tipo de penitência, que realizem obras de misericórdia, como visitar os doente e visitar o cemitério para rezar pelas almas do purgatório, também é de salutar importância, mandar celebrar missas em sufrágio das almas do purgatório.

Aos comungantes deve ser constante o esforço em nutrir amor a Deus, a Igreja e ao Santo padre, o papa. Esses três amores, nos abrem aos outros amores que devemos ter sobretudo a Nossa Senhora e aos irmãos. Se esforçar para ser amoroso com as pessoas é tentar demonstrar o amor de Deus que cada um de nós recebeu.

Também é importante no exercício da vida espiritual, fazer doações de terços para quem não tem, e ensinar quem deseja aprender a rezar, todas essas ações nos preparam para participar dignamente da comunhão.

Na Igreja se faz necessário, ter bastante contenção de espirito, o que vem a ser isso, bastante concentração, o ideal é está o mais próximo do altar possível, para que outras coisas ao redor não tomem nossa atenção. Na hora do pai nosso, o ideal é não dar as mãos, mas rezar contritamente de mãos postas, fazer alguns momentos de adoração durante a missa, passar mais tempo de joelhos.

Para quem tem problema com a concentração, o ideal é rezar sempre de joelhos, o está de joelhos é gesto de piedade e submissão a Deus, estamos dizendo com aquele gesto, eu me submeto a Deus em tudo, lembre-se do sacrifício de Abraão, ele não excitou em oferecer o próprio filho em sacrifício, porque foi Deus quem pediu, na verdade Deus pediu para ver o que ele seria capaz de fazer, é tanto que Deus não deixou consumir o sacrifício, mas ofereceu uma ovelha no lugar de seu filho.

Ao pensarmos nestas coisas, estamos caminhando para uma mais devota e contrita comunhão. Ao chegar o momento ápice da santa Missa, antes de ir à fila da comunhão, mais uma vez peça perdão de seus pecados, e até das distrações ocorridas, durante a santa Missa.

Chegando seu momento, receba a comunhão diretamente na boca, e se possível de joelhos. Tudo isso para manifestar nossa compreensão do sagrado, a realeza de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Mesmo depois da comunhão, ainda precisamos fazer atos de piedade cristã, a nossa ação de graças por participar deste momento único na nossa vida, receber o sacrossanto corpo de Nosso Senhor, é uma dádiva dos céus, corpo e sangue do Senhor nos alimentam e sustentam no caminho do céu.

Se Elias se sentiu revigorado depois de comer pão e beber água e se pôs a caminho na luta em favor de Deus, muito mais nos fortalece o pão dos céus, a verdadeira comida e verdadeira bebida.

Comungar é tão celestial, que devíamos voltar para casa saltitando de alegria por ter tido esse encontro íntimo com o Senhor na Santa Missa.

As conversões ao Catolicismo

Por Pe. Fr. Marcelo Aquino, O. Carm.

O universo das conversões, o costume de se converter, não é novidade na história da humanidade, todos os dias acontecem conversões em todas as religiões, aqui, porém se apresenta um problema, será que são verdadeiras mesmo essas tais conversões? Na verdade o que significa se converter?

Converter é mudar, mudança de vida, mudança de percurso. Para os ignorantes, converter-se significa mudar de igreja, mas isso não é conversão de verdade, a pessoa pode mudar de igreja, mas continuar sendo a mesma pessoa de antes da "conversão", como na verdade o processo de conversão vai muito mais além do que uma simples mudança de igreja.

Portanto, tomando posse do verdadeiro significado de conversão, vamos descobrir que dentro da Igreja tem muita gente que precisa de conversão, mas veja bem, isso não significa que essas pessoas precisam deixar de serem católicas, mas que precisa mudar de vida, ele se diz católico, mas vive como se fosse pagão, se diz católico, mas vive como se fosse protestante, rejeitando pontos essenciais da fé católica, como por exemplo, a pessoa diz que é católico, mas, não crer na eficácia do sacramento da reconciliação e diz: eu me confesso diretamente com Deus, pois bem, alguém precisa dizer a essa pessoa que ele é um herege, dizer isso é um ato de caridade, pois a pessoa precisa cair em si, e ver que isso é mentalidade protestante.

Como disse o padre Antônio Vieira: "antigamente convertíamos os pagãos para batizá-los, hoje somos convidados a converter os batizados", pois, embora à pessoa seja batizada, isso é garantia de que ela sabe os fundamentos da nossa fé? Isso não significa que ela sabe por que é católica. Ou seja, na verdade a pessoa nem sabe o que é ser católico, ela pensa que ser católico é fazer o sinal da cruz com a mão esquerda quando passa na frente de uma Igreja Católica. (como na verdade o modo certo é fazer o sinal da cruz com a mão direita) Mas ser católico é infinitamente muito mais que tudo isso.

A conversão existe em todos os credos, diferentemente do que pensam os protestantes, não só "católicos" viram protestantes, como também e em maior escala, protestante se tornam católicos, pois no protestantismo, quando um pastor se torna católico, geralmente ele arrasta atrás de si, toda a sua "igreja", pois, no protestantismo se segue mais ao pastor que ao próprio Jesus, e assim temos diversos relatos de pastores que se converteram e toda aquela "igreja" veio com ele.

Existem muitas pessoas que pensam que são católicas, mas na verdade não o são, pois negam as verdades da fé, acreditam piamente que o papa pelo fato de ser papa tem o direito de mudar a doutrina da Igreja, ora, a doutrina da Igreja é infalível e irrevogável, um papa não pode dizer que agora podemos ordenar mulher, pois isso não faz parte do mandato divino, um papa não pode dizer que todos os caminhos levam a Deus, pois se disser estará fazendo oposição a Nosso Senhor que disse: Eu sou o caminho a verdade e a vida, ninguém vai ao Pai se não por mim. (Jo 14,6).

Se verificarmos que entre nós há católicos que negam a existência do inferno, precisamos corrigir essa falha no conhecimento deste pobre miserável, pois Nosso Senhor nos diz: Não tenhais medo daqueles que matam o corpo, não podendo fazer mais que isso. Vou mostrar-te a quem deveis temer: temei aquele que, depois de tirar a vida, tem poder de lançar-vos no inferno. (Lc 12, 5).

No entanto, é preciso refletir bem o valor dessas conversões, pois, muitos protestantes se tornam católicos, e quer tornar a Igreja Católica, protestante, isso significa que aquela pessoa não se converteu verdadeiramente. Por exemplo, existe uma pessoa que diz que se converteu em católico, mas diz eu não uso crucifixo, e se uso, quero sem Jesus, está mais que evidente que essa pessoa não se converteu verdadeiramente, ela está ainda contaminada pela mentalidade danosa dos protestantes.

Quando uma pessoa se converte verdadeiramente ao catolicismo, primeiro ela busca em primeiro lugar, reeducar a sua fé, passa a fé a limpo, corrige os desvios, eu não posso ser católico e dizer, Maria é mãe de Jesus, mas não mãe de Deus. Isso é uma grande heresia, é dizer que Jesus não é Deus, e nós sabemos verdadeiramente que Jesus é verdadeiro Deus e verdadeiro homem.

Um dito católico convertido, não pode sustentar a tese de que a Igreja Católica não é a única Igreja de Cristo, pois isso é trair os santos Evangelhos. Nosso Senhor fundou uma só Igreja e a essa deu são Pedro como governante, e além de dá o governo da Igreja Nosso Senhor fez mais, ele deu também as chaves do Reino dos Céus.

Como pode um católico dizer que as outras "igrejas" também são de Jesus? Se isso acontece é porque esse dito católico precisa urgente se converter, precisa urgente ser catequisado, ou então ser excomungado. A sagrada Escritura nos diz que quando uma pessoa advertida de seu erro prefere persistir nele, deve ser tratada como um pecador público, ou seja, um excomungado.

Na verdade nós todos precisamos de conversão, o católico que não se reconhece necessitado de conversão é porque está obstinado no pecado da soberba, só a partir do momento que nos reconhecemos necessitados de conversão, é que nos abrimos à ação de Deus em nossa vida. Portanto, existem muitos católicos que precisam de conversão, na verdade todos os católicos precisam, pois ninguém está pronto para adentrar na morada eterna.