O combate ao relativismo

02/03/2020

Por Pe. Frei Marcelo Aquino, O. Carm

Hoje temos uma Igreja cheia, mas, muitas vezes, superficial. Assim, infelizmente são muitos que se dizem católicos, esses tipos de "católicos", são muito comuns nos dias atuais, àqueles que defendem as ideias do mundo em detrimento das da Igreja, são muito ávidos em defender as modernidades, acreditando ser a solução para este mundo desregrado, mas como a modernidade pode ser a solução para o mundo que temos se foi justamente essa que nos deixou entregue as traças como nos encontramos atualmente?

A situação atual da Igreja é preocupante, pois existem membros que se empenham de tal forma em determinados temas contrários à doutrina da Igreja, que se mostram como sendo verdadeiros inimigos da Igreja, faz lembrar uma fala de Bento XVI que dissera certa feita, que "os inimigos da Igreja estão dentro dela".

Já o padre Antônio Vieira dissera certa feita "Antigamente, batizavam os que eram convertidos; hoje é preciso converter os que são batizados". Essa realidade mostra um grande desafio da Igreja de Cristo, combater os hereges para poder manter intacta a doutrina. Certa feita, num curso de batismo, os que participavam do curso tiveram que responder a seguinte pergunta, vocês acham que uma pessoa ateia ou de outra religião está apta para ser padrinho do seu filho? Um pai respondeu que sim. Daí nos perguntamos onde vamos parar com um tipo de pensamento desses? Como é que um ateu pode ser o padrinho de seu filho? Como esse padrinho vai ajudar a educar o seu filho na fé?

Faz-se mais que necessário o combate ao relativismo, pois esse mal age da mesma forma que o comunismo dentro da Igreja, o relativismo tem a mesma ação satânica que produz a "teologia" da libertação (ideologia da libertação) no corpo místico de Cristo.

Com o relativismo cresce assustadoramente o número de católicos que "lutam" contra a divina instituição, e arriscarei aqui explicar como é que lutam contra a Igreja. Eles lutam, quando forçam mudar a mentalidade de poucos católicos que acreditam que a doutrina da Igreja não deve sofrer influência do mundo, então esses ditos "católicos", tentam fazer com que os fiéis sejam contra as posições do Romano Pontífice, alegando que o papa não conhece nossa realidade, ele fala de seu mundo (Roma), ou Vaticano, pois bem,

o papa não vive em Roma, mas na cidade Estado do Vaticano, mas Deus não é.

influenciado pelo modo de pensar dos homens, o homem precisa compreender que ele deve se dobrar a Deus e nunca o contrário, pois quem quiser que Deus se dobre a ele, com certeza está possuído pelo satanás, só o satanás ousou pedir que Deus ( Nosso Senhor Jesus Cristo) que se prostrasse diante dele. (Mt 4,9).

Em 2015 em são Paulo católicos defendendo a dignidade da família tiveram que se deparar com um grupo de "católicos" que ostentavam cartazes com dizeres assim, "sou católico e apoio a ideologia de gênero", isso até daria uma boa risada, se não fosse trágico, parece piada, não sei se rio, ou choro. A situação é degradante, devemos intensificar as nossas orações, sobretudo, o terço, pois, é a oração predileta a Santíssima Virgem e também por ser a oração que mais causa horror ao satanás.

Católicos de verdade não podem se portar como relativistas, que acreditam que em respeito aos outros modos de pensar, devemos aceitar o "direito" das mulheres de abortar, o "direito" dos homens de casar com outro homem, e assim direitos cada vez mais absurdos, e absurdos por dois motivos: o primeiro, porque agride a soberania de Deus, e o segundo, porque destrói a dignidade humana, os que se empenham em defender tais "direitos", acreditam que esse modo de pensar e de agir deles, promove a dignidade humana, mas a verdade é que, com a inversão de valores, se troca facilmente o certo pelo errado, não diria o certo pelo duvidoso, pois não há dúvida de que esse modo de pensar é claramente errado, e como a Igreja é mãe e mestra da verdade, deve combater com veemência todo ato mau do homem que se opõe à doutrina divina.

Para que um católico não seja relativista, ele precisa urgentemente aderir ao ensinamento do magistério, o magistério católico é infalível, e esse organismo não tem a intenção de tornar a vida do homem sobre a terra impossível, mas justamente o contrário, o Espírito Santo que assiste a sua Igreja, não cessa de iluminar a divina instituição, para que esta leve os filhos dEle à vida plena, mas essa vida plena não vai ser possível se o homem se rebela contra a vontade de divina. A Igreja que é fiel portadora das verdades reveladas tem a receita dada por Cristo para levar os homens ao porto da salvação, a única coisa exigida do homem é a abertura a esse caminho, para que um filho seja feliz ele precisa aprender a obedecer a seus pais, uma criança não tem autonomia para decidir o que é melhor em sua vida, e nós somos eternas crianças diante de Deus, portanto, devemos seguir sempre seus direcionamentos.

Um católico para não ser relativista, precisa ser ortodoxo na sua fé, aquele que não faz concessões à doutrina, o que Cristo nos deixou é o que devemos viver independente de nossas tendências pecaminosas ou modo de pensar, a Escritura diz que devemos mudar nosso modo de pensar, acolhendo o ensinamento da Igreja e das escrituras (At 17, 11). Se percebemos que precisamos mudar, não hesitemos em colocar em prática as moções do Espírito, mas para saber se as moções são do Espírito Santo, ou se é de espírito de porco, é preciso rezar, nada que a oração não resolva.